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	<title>A Vida de Tiago A.</title>
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	<description>Just another Apostos.com weblog</description>
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		<title>Musée des Beaux Arts</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 14:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[(de W. H. Auden, por José Paulo Paes)
No que respeita ao sofrimento, nunca se enganavam
Os Velhos Mestres: quão bem lhe compreendiam
A humana posição; de que maneira ocorre
Enquanto alguém está comendo ou abrindo uma janela ou somente andando ao léu.
Como, quando os de idade aguardam reverente, apaixonadamente
O milagroso nascimento, deve sempre haver
Crianças que não desejam particularmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(de W. H. Auden, por José Paulo Paes)</p>
<p>No que respeita ao sofrimento, nunca se enganavam<br />
Os Velhos Mestres: quão bem lhe compreendiam<br />
A humana posição; de que maneira ocorre<br />
Enquanto alguém está comendo ou abrindo uma janela ou somente andando ao léu.<br />
Como, quando os de idade aguardam reverente, apaixonadamente<br />
O milagroso nascimento, deve sempre haver<br />
Crianças que não desejam particularmente que aconteça, patinando<br />
Num lago junto à beira da floresta:<br />
Eles jamais esquecem<br />
Que mesmo o pavoroso martírio deve prosseguir seu curso<br />
De qualquer modo num canto, nalgum lugar desasseado<br />
Onde os cães levam sua vida canina e o cavalo do algoz<br />
Raspa o traseiro inocente de encontro a uma árvore.</p>
<p>No <a href="http://www.fine-arts-museum.be/fabritiusweb/FullBBBody.csp?SearchMethod=Find_1&#038;Profile=Default&#038;OpacLanguage=fre&#038;RequestId=769559_1&#038;RecordNumber=0"><em>Ícaro</em> de Breughel</a>, por exemplo: como tudo volta as costas<br />
Pachorrentamente ao desastre: <a href="http://tinyurl.com/yzq9vw8">o arador</a> bem pode ter ouvido<br />
A pancada n&#8217;água, o grito interrompido,<br />
Mas para ele não era importante o malogro; o sol brilhava<br />
Como cumpria sobre <a href="http://tinyurl.com/yhlu978">as alvas pernas</a> a sumir-se nas águas<br />
Esverdeadas; e <a href="http://tinyurl.com/yhqlllz">o delicado barco de luxo</a> que devia ter visto<br />
Algo surpreendente, um rapaz despencando <a href="http://tinyurl.com/yfbl6qd">do céu</a>,<br />
Precisava ir <a href="http://tinyurl.com/ycojqzp">a alguma parte</a> e continuou calmamente a velejar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>JMS</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 18:02:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[tributo a JMS]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Joseph Mitchell talvez ajude a entender por que João Moreira Salles <a href="http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/livros/ult1750u409.jhtm">disse que</a> “só voltaria a fazer documentários quando pudesse reproduzir a alegria que t[e]ve ao fazer Santiago”. Há alguns paralelos evidentes entre as obras-primas desses dois. Comecei a percebê-los quando, há poucos meses, pude enfim ler o posfácio para a edição de O Segredo de Joe Gould que saiu pela Cia. das Letras. Mais que um texto de avaliação crítica, mais que um tributo de um escritor a outro, o que nós vemos ali é uma sincera e comovente declaração de amor de João a Joseph, que ajuda a entender, inclusive, o que o primeiro vem fazendo nas páginas de piauí a partir de 2006.</p>
<p>O Segredo de Joe Gould traz dois artigos que Joseph Mitchell escreveu para a New Yorker, dois retratos formidáveis de um personagem bastante excêntrico. Professor Sea Gull, o primeiro deles, é de dezembro de 1942. O segundo, Joe Gould&#8217;s Secret, só seria publicado mais de duas décadas depois—em setembro de 1964, sete anos após a morte de Gould. Eles contam a história de um graduado em Harvard, elogiado por Cummings e por Pound, que se orgulhava de ser um competente tradutor de Longfellow para a língua das gaivotas. Embora dormisse em albergues ou nas ruas, não é justo dizer que ele era mendigo, pois seu sustento provinha de um fundo formado por contribuições regulares de entusiastas da opus magnum que ele há anos erigia, A História Oral de Nosso Tempo. </p>
<p>(A partir deste ponto, passo a presumir que você também sabe qual é o segredo de Joe Gould. Se não é esse o caso, pule para o último parágrafo desse post, que lá tem coisa boa pra você também.) </p>
<p>Não cabe transcrever aqui o trecho em que Mitchell finalmente se dá conta de que A História Oral de Nosso Tempo só existia na cabeça de Joe Gould. Importa mais fazer referência à teoria que busca explicar, a partir desse trecho e de tudo o que é descrito ali, o silêncio que Joseph Mitchell se impôs desde então. Joe Gould&#8217;s Secret foi o penúltimo texto que Mitchell publicou. (Pensava que era o último? Não é. O último veio no início da década de 90. É o prefácio a Up in the Old Hotel, livro lindo, que colige todos os seus artigos.) Por 32 anos, mesmo sem publicar mais nada, ele continuou incluído na folha de pagamentos da New Yorker e dono de uma sala na redação—que continuou frequentando até morrer, em 1996. </p>
<p>***</p>
<p>Em 2008, <a href="http://bravonline.abril.com.br/conteudo/cinema/cinemamateria_294973.shtml">numa entrevista</a>, por ocasião do lançamento de Santiago, fizeram esta pergunta a João Moreira Salles: “Você já declarou que, depois de Santiago, deverá encerrar a carreira de documentarista. Deverá mesmo?”. E ele respondeu o seguinte: </p>
<blockquote><p>Produzi o filme com uma sensação de ponto final. Santiago me possibilitou fechar uma porta, concluir um ciclo. O que penso sobre documentário está lá. Se abrirei novos ciclos, ainda não sei. Por ora, não tenho nenhuma vontade de abri-los.</p></blockquote>
<p>E eis aqui os paralelos que eu enxergo. Quem viu sabe que Santiago também documenta uma tentativa anterior de fazer um documentário. João quis fazer um filme sobre o mordomo de sua família já em 1992, mas não conseguiu. Fracassou. Só foi conseguir mais de quinze anos depois, ao se pôr sob escrutínio também. Lembremos que Joe Gould&#8217;s Secret também é uma revisita: é Mitchell e o seu reconhecimento de que não contou tudo o que havia a ser contado. De maneira semelhante a João Moreira Salles em Santiago, Joseph Mitchell também está sob análise em Joe Gould&#8217;s Secret: há o segredo de Joe Gould, e há o segredo do romancista frustrado que Joseph Mitchell, na tentativa de entender Gould, confessa ser. Lembremos que, à maneira de Joe Gould (o grande personagem de Mitchell), que passou anos e anos escrevendo e reescrevendo os mesmos capítulos de uma obra que jamais concluiria, Santiago (o grande personagem de João) também passaria a vida escrevendo listas de celebridades que não viriam a ter utilidade alguma. Joseph Mitchell—a partir de Joe Gould—e João Moreira Salles—a partir de Santiago—promovem acertos de contas consigo mesmos. Joe Gould&#8217;s Secret marca o início do silêncio de Mitchell. Santiago pode marcar o de João.</p>
<p>Mas ainda bem que o silêncio de João não é absoluto. Aliás, seu amor por Joseph também pode explicar por que são tão bons os textos que ele vem escrevendo para a piauí nos últimos anos. O leitor de Mitchell se compraz com os textos de João porque João também é um excelente leitor de Mitchell. Eu já disse em outra oportunidade que os textos de JMS são o que de melhor tem sido publicado naquela revista—e eles são mesmo. <a href="http://twitter.com/Marcus_Martins/status/7422545013">Marcus pediu que eu os inventariasse</a>, e eu resolvi compartilhar o resultado com vocês todos aqui. A partir do sistema de buscas do site da revista, pude reuni-los sob cinco grandes rubricas e, dentro delas, ordená-los cronologicamente. A maior parte das coisas que JMS tem escrito saem sem a sua assinatura, na seção Esquina e na seção Chegada; mas não se preocupe se, talvez por isso, você não os tiver lido, pois os melhores textos, os grandes textos, ele tem assinado. Em minha opinião, há seis deles; e se você ainda não leu nada, e quer começar pelos melhores, sugiro que vá direto à rubrica Grandes Matérias e Perfis, porque é lá que eles estão. Eles formam o que de melhor se publicou na imprensa brasileira nos últimos cinco anos, e eu quero que o chicote estrale sobre o meu corpo nu se, depois de lê-los, você não estiver prostrado de joelhos, concordando comigo. Antes, talvez seja preciso se cadastrar no site da revista, mas isso aí é moleza. Se não rolar, me avisa.</p>
<p><span id="more-1889"></span></p>
<p><strong>ESQUINA</strong></p>
<p>Total: 13</p>
<p>Edição: outubro 2006</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=353&#038;nEdicao=1">Um horror, grande e mudo, um silêncio profundo</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: No dia da eleição, Roberto Jefferson oferece lições de retórica e política</p>
<p>Edição: dezembro 2006</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=306&#038;nEdicao=3">Camaradas</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Uma célula comunista resiste em Botafogo</p>
<p>Edição: janeiro 2007</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=285&#038;nEdicao=4">Rock in Pyongyang</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: A Coréia do Norte prepara um festival de rock</p>
<p>(<a href="http://www.revistapiaui.com.br/upload/2007/jan/docs/pdf/pyonyang.pdf">versão sem cortes, em pdf</a>)</p>
<p>Edição: fevereiro 2007</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=216&#038;nEdicao=5">O sonho acabou</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Uma nota pop fúnebre</p>
<p>Edição: fevereiro 2007</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=208&#038;nEdicao=5">Volta ao mundo em 251</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles e Roberto Kaz</p>
<p>Sinopse: O maravilhoso mundo dos condomínios da Barra da Tijuca</p>
<p>Edição: maio 2007</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=42&#038;nEdicao=8">Os arcobotantes de Copacabana</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles e Nataly Cabanas</p>
<p>Sinopse: Fantasias medievais em Copacabana</p>
<p>Edição: setembro 2007</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=246&#038;nEdicao=12">Clandestino</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: O prefeito brasileiro de uma cidade palestina e outras seis histórias imperdíveis.</p>
<p>Edição: outubro 2007</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=387&#038;nEdicao=13">Todo mês ele faz tudo sempre igual</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: A vida de um síndico exemplar.</p>
<p>Edição: dezembro 2007</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=429&#038;nEdicao=15">Caviar, champanhe e Ministério Público</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Uma briga de colunistas sociais em Natal.</p>
<p>Edição: janeiro 2008</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=462&#038;nEdicao=16">Por aquí pasó, compadre, hacia aquellos montes lejos</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: A onipresença de Chávez na televisão cubana</p>
<p>Edição: abril 2008</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=560&#038;nEdicao=19">Derrota na vitória</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Derrota na vitória e outros seis textos imperdíveis!</p>
<p>Edição: abril 2009</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=934&#038;nEdicao=31">O presidente e o general</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Missão do FMI testemunha acerto de contas.</p>
<p>Edição: outubro 2009</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=1150&#038;nEdicao=37">Crime e reparação</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Como o caseiro Francenildo acompanhou o julgamento de Antonio Palocci no Supremo Tribunal Federal e o que ele achou da decisão dos juízes de não investigar se o ex-ministro quebrou o seu sigilo bancário</p>
<p><strong>CHEGADA</strong></p>
<p>Total: 4</p>
<p>Edição: março 2007</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=147&#038;nEdicao=6">A implosão</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Um quadro redescoberto de Cézanne conta um bom pedaço da história da pintura</p>
<p>Edição: fevereiro 2008</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=476&#038;nEdicao=17">O rebolado chega ao paraíso</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Quem nunca deu a sua reboladinha não sabe o que perdeu.</p>
<p>Edição: abril 2008</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=558&#038;nEdicao=19">Novos pecados: uma breve história</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: O Vaticano anuncia o novo leque de desaforos&#8230;</p>
<p>Edição: junho 2009</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=1045&#038;nEdicao=33">O negro termômetro do requinte</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Guardanapos pretos são o novo adereço indispensável nos restaurantes metidos a besta.</p>
<p><strong>GRANDES MATÉRIAS E PERFIS</strong></p>
<p>Total: 6</p>
<p>Categoria: questões religiosas</p>
<p>Edição: novembro 2006</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=342&#038;nEdicao=2">O limbo não passa de um teologúmeno</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Apesar de haver consenso no Vaticano de que se trata de uma polaina teológica, ainda não foi dessa vez que o papa acabou com o limbo.</p>
<p>(<a href="http://www.revistapiaui.com.br/upload/2006/nov/pdf/extras_questoes_religiosas_sem_corte.pdf">versão sem cortes, em pdf</a>)</p>
<p>Categoria: poder passado</p>
<p>Edição: agosto 2007</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=187&#038;nEdicao=11">O andarilho</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: O dia-a-dia de viagens, filas, aulas, jantares e conferências de Fernando Henrique Cardoso no exterior</p>
<p>Categoria: perfil</p>
<p>Edição: fevereiro 2008</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=497&#038;nEdicao=17">A alegria são 61 telefonemas</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Paulo Vinicius Coelho é um especialista da informação num país de torcedores</p>
<p>Categoria: anais de Brasília</p>
<p>Edição: outubro 2008</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=778&#038;nEdicao=25">O caseiro</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: A história de um homem jogado nas engrenagens do poder.</p>
<p>Categoria: carta da Islândia</p>
<p>Edição: janeiro 2009</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=860&#038;nEdicao=28">A grande ilusão</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Como uma ilha gelada tentou escapar do isolamento e quebrou espetacularmente.</p>
<p>Categoria: vultos das ciências</p>
<p>Edição: janeiro 2010</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=1233&#038;nEdicao=40">Artur tem um problema</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Como funciona a cabeça de um grande matemático</p>
<p><strong>SÓ NO SITE</strong></p>
<p>Total: 3</p>
<p>Edição: setembro 2007</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=268&#038;nEdicao=12">Um outro crime</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Seis anos depois do 11/9, vale lembrar o dia em que Philippe Petit andou numa corda bamba entre as torres do WTC.</p>
<p>Maio 2008</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=588&#038;nEdicao=20">O amor anoitece</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: No matrimônio moderno, a poesia tem força de lei.</p>
<p>Edição: junho 2009</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=1076&#038;nEdicao=33">Alien na Terra do Nunca</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Relembre aqui o comentário de João Moreira Salles sobre o documentário Vivendo com Michael Jackson, de Martin Bashir, publicado no portal NoMínimo em 2003.</p>
<p><strong>CINEMA E GRACINHAS</strong></p>
<p>Total: 2</p>
<p>Categoria: recordar é viver</p>
<p>Edição: outubro 2007</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=366&#038;nEdicao=13">Dez anos de piauí</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: Uma década de incansável porfia em defesa da ética, de Sarney e do jogo do bicho.</p>
<p>Categoria: questões cinematográficas</p>
<p>Edição: fevereiro 2009</p>
<p>Titulo: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/interna_print.aspx?id=893&#038;nEdicao=29">Assim é se não lhes parece</a></p>
<p>Autor: João Moreira Salles</p>
<p>Sinopse: A agenda liberal trouxe a homossexualidade das franjas do cinema independente para o centro da indústria em Hollywood.</p>
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		<title>James 157 Cameron</title>
		<link>http://avidadetiago.apostos.com/2010/01/02/james-157-cameron/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 21:45:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Para mim está claro que o culpado disso tudo foi James Cameron.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se existe um nome que não me traz bons augúrios, esse nome é James Cameron. Ao longo dos anos, nessa minha vida, seu nome tem sido invocação de um-cinco-sete. Essa nossa relação amaldiçoada deve ter começado quando eu tinha uns onze anos, apenas mais um anônimo na multidão ignara e ávida pela estreia de Titanic, seus Leonardo DiCaprio, suas Céline Dion.</p>
<p>Era a première. A família pôs sobre meus ombros a tarefa de ir em busca dos ingressos, disputados, os quais tive de ir comprar à tarde, com horas de antecedência. Tirando a fila, e a par da longa espera, a compra em si até que  não foi tumultuada. Os problemas começaram quando eu já estava no ponto, esperando o ônibus que me levaria de volta para casa.</p>
<p>Um bonezinho Nike adornava minha cabeça juvenil; uma Kenner, meus pés. Nas mãos, trazia eu uma sacola de plástico, dentro da qual vinha um pacote de Bono, recheio de morango, que eu comia aos poucos, do jeito certo: primeiro, um biscoito; depois, o recheio; depois, o outro biscoito. Enquanto eu entretinha pensamentos bastante sublimes, o ladrão surgiu em toda sua ladrãonitude e, seco, ordenou que eu (1) tirasse o boné. Ao perceber o significado daquela ordem, comecei a chorar, baixinho. O ladrão, então, mandou que eu (2) tirasse a sandália também. Lembro que eu tentei resumir num &#8220;Pô, véi&#8221; o argumento de que ficar descalço, pisando o chão imundo da Estação da Lapa, aviltava minha dignidade, feria meus direitos humanos, todas essas coisas; mas ele, porque ladrão, não se comoveu. Me disse que era pra eu tirar o biscoito da sacola, botar o boné e a sandália dentro, e depois, calminho, calminho, passar a parada para ele. Triste e humilhado, fiz tudo conforme suas ordens; e ao passar-lhe a sacola, meu boné, minha Kenner, não podendo mais me conter, passei a chorar alto, de modo a ser notado, buscando tirar vantagem da minha gurizice, da minha cara sem espinhas, do marejar de meus olhinhos verdes, de tudo o que pudesse despertar alguma compaixão na humanidade. Deu certo. Um sujeito que estava na minha frente, na fila esperando o ônibus, tomou as minhas dores e perguntou ao ladrão SE ELE TAVA QUERENDO ROUBAR O GURI É. O ladrão, surpreso, disse que não, não, era só que eu parecia muito um carinha que tinha batido no irmão dele ali embaixo, e me entregou a sacola com meus pertences, e foi-se embora. Enxugando as lágrimas, pus a Kenner nos pés. Mas só voltei a usar o boné tempos depois.</p>
<p>Para mim está claro que o culpado disso tudo foi James Cameron. Porque veja: se ele não tivesse feito Titanic, eu não teria passado por esse constrangimento todo. Se isso não lhe parece prova suficiente de minha tese, vamos cortar então para os últimos dias de 2009. E cá estamos nós: vindo do Cinemark, ligeiramente frustrados por não ter conseguido comprar ingressos para ver Avatar em 3D, mas no fundo comemorando um pouquinho também, por não ter ficado alguns reais mais pobre, por haver resistido a todo o hype, nem que seja por alguns dias. Lá venho eu, assoviando, solfejando, eventualmente cantando um samba antigo qualquer, totalmente esquecido de que este é um mundo hostil, em que as pessoas tomam o patrimônio umas das outras mediante violência ou grave ameaça, totalmente esquecido do que James Cameron simboliza em minha vida. Eu já estou perto de casa e vejo que lá vem uma menina, muito transtornada. &#8220;O que foi? O que foi?&#8221;, pergunto. &#8220;Oxen, você não viu? Os cara da moto, roubaram a galera toda que tava sentada aí. Eu vi eles vindo, me joguei no chão, e vi você vindo lá embaixo, ali no poste. Se você tivesse demorado mais um segundo, esse relógio aí, por exemplo, já era.&#8221;</p>
<p>QED.</p>
<p>James 157 Cameron.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>pais</title>
		<link>http://avidadetiago.apostos.com/2009/12/11/pais/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 20:11:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sérgio Bittencourt fez Naquela Mesa para homenagear seu pai, Jacob do Bandolim. Apesar de ser filho de quem era, Sérgio não sofria da angústia que costuma acometer filhos que escolhem seguir a mesma profissão de pais famosos—e declarava que um de seus maiores feitos era mesmo ser filho de Jacob. Naquela Mesa, mais que uma música sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">Sérgio Bittencourt fez Naquela Mesa para homenagear seu pai, Jacob do Bandolim. Apesar de ser filho de quem era, Sérgio não sofria da angústia que costuma acometer filhos que escolhem seguir a mesma profissão de pais famosos—e declarava que um de seus maiores feitos era mesmo ser filho de Jacob. Naquela Mesa, mais que uma música sobre a saudade, é também sobre o orgulho que uma pessoa sentia por seu pai: “mais que seu filho, eu fiquei seu fã”. É uma canção bonita porque verdadeira. Eu quase consigo apalpar a verdade que dela transborda.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<blockquote>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">Naquela Mesa</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">Sergio Bittencourt</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">Naquela mesa ele sentava sempre</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">e me dizia sempre</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">o que é viver melhor.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">Naquela mesa ele contava histórias</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">que hoje na memória</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">eu guardo e sei de cor.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">Naquela mesa ele juntava gente</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">e contava contente</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">o que fez de manhã.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">E nos seus olhos era tanto brilho</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">que mais que seu filho</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">eu fiquei seu fã.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">Eu não sabia que doía tanto</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">uma mesa num canto,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">uma casa, um jardim.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">Se eu soubesse o quanto dói a vida,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">essa dor tão doída</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">não doía assim.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">Agora resta uma mesa na sala</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">e hoje ninguém mais fala</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">do seu bandolim.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">Naquela mesa tá faltando ele,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">e a saudade dele</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">tá doendo em mim.</span></p>
</blockquote>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">Quando seu pai morreu, James Tate ainda era um bebezinho. O pai dele, portanto, sempre foi uma ausência, uma ficção, o herói de guerra que todo pai que morre no campo de batalha inevitavelmente tende a se tornar. The Lost Pilot é uma das raras ocasiões em que James Tate recorre à autobiografia. Está também entre os poemas dele de que mais gosto. Sempre que o leio, tento recriar a sensação de “[to] touch [one's] face as a disinterested scholar touches an original page”; e, a cada vez, imagino uma coisa diferente—mas acho que, qualquer que seja ela, será exatamente essa a maneira que encontrarei para tocar o rosto de meu pai na próxima vez que o vir.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<blockquote>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">The Lost Pilot</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">James Tate</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">for my father, 1922-1944</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">Your face did not rot</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">like the others—the co-pilot,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">for example, I saw him</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">yesterday. His face is corn-</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">mush: his wife and daughter,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">the poor ignorant people, stare</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">as if he will compose soon.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">He was more wronged than Job.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">But your face did not rot</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">like the others—it grew dark,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">and hard like ebony;</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">the features progressed in their</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">distinction. If I could cajole</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">you to come back for an evening,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">down from your compulsive</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">orbiting, I would touch you,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">read your face as Dallas,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">your hoodlum gunner, now,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">with the blistered eyes, reads</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">his braille editions. I would</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">touch your face as a disinterested</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">scholar touches an original page.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">However frightening, I would</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">discover you, and I would not</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">turn you in; I would not make</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">you face your wife, or Dallas,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">or the co-pilot, Jim. You</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">could return to your crazy</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">orbiting, and I would not try</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">to fully understand what</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">it means to you. All I know</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">is this: when I see you,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">as I have seen you at least</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">once every year of my life,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">spin across the wilds of the sky</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">like a tiny, African god,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">I feel dead. I feel as if I were</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">the residue of a stranger’s life,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">that I should pursue you.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">My head cocked toward the sky,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">I cannot get off the ground,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">and, you, passing over again,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">fast, perfect, and unwilling</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">to tell me that you are doing</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">well, or that it was mistake</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">that placed you in that world,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">and me in this; or that misfortune</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"><span style="color: #000000">placed these worlds in us.</span></p>
</blockquote>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">Como se vê, ainda não aprendi a lidar com o espaçamento entre linhas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;em última análise, sou uma pessoa feliz&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 02:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago a.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida do professor e jurista Sidio Rosa de Mesquita Junior certamente daria um filme (o link é oriundo de seu instrutivo sítio virtual).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sidio.pro.br/MinhaHistoria.doc">A vida do professor e jurista Sidio Rosa de Mesquita Junior</a> certamente daria um filme (o link é oriundo de seu instrutivo <a href="http://www.sidio.pro.br/">sítio virtual</a>).</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>de como é bom ter vó</title>
		<link>http://avidadetiago.apostos.com/2009/10/23/de-como-e-bom-ter-vo/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 13:03:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago a.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[de como é bom ter vó
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Tá fazendo falta aqui, viu.&#8221;<br />
&#8220;É, vó?&#8221;<br />
&#8220;É.&#8221;<br />
&#8220;&#8230;&#8221;<br />
&#8220;Quando a gente levanta que num vê as pernona cumprida pendurada na cama&#8230;<br />
[<em>pausa breve</em>]<br />
&#8230;fica triste.&#8221;<br />
Choro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>eu num tindi o que ele falô</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 22:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago a.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
(via @GMTmenos8)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src="http://avidadetiago.apostos.com/files/Globo.jpg" alt="Globo.jpg" width="480" height="237" /><br />
(via <a href="http://twitter.com/@GMTmenos8">@GMTmenos8</a>)</center></p>
]]></content:encoded>
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		<title>back to where I once belong + when I&#8217;m 64</title>
		<link>http://avidadetiago.apostos.com/2009/08/20/back-to-where-i-once-belong-when-im-64/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 02:36:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago a.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[back to where I once belong + when I'm 64
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finda-se a temporada Euclidense, e eu nem li Os Sertões, nem visitei o que sobrou do Arraial, duas promessas que fiz a mim mesmo antes de ir para as bandas de lá. O Arraial estava debaixo d&#8217;água e só vai aparecer na temporada da seca—é uma desculpa, pelo menos. Mas e o livro? Como é que eu vou encarar meus netos e dizer que não li a porra do livro? O jeito vai ser mentir, dizer que a melhor parte é a d&#8217;A Luta, etc. e tal. Não há avô legal que não seja loroteiro; quanto mais ele mente, mais amado ele é. Mentir para os netos e ser admirado por isso é uma prerrogativa que a gente passa a ter à medida que vai perdendo as capacidades de controlar o esfíncter e de manter uma ereção. E depois ainda dizem que a vida não é justa.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>pray you, avoid it</title>
		<link>http://avidadetiago.apostos.com/2009/07/26/pray-you-avoid-it/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 23:13:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago a.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Do que ando lendo e vendo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A de ontem foi a segunda montagem de Hamlet que eu assisti. Estive lendo a peça, porque a primeira montagem me ensinou que, se você deixa na mão dos atores a tarefa de te contar a estória, sai do teatro entendendo apenas que no final quase todo mundo morre. Essa última foi melhor que a outra, o que não quer dizer que tenha sido boa. O Capitão Nascimento foi o responsável pelo papel-título. Em alguns momentos, me lembrou um capoeirista, de tanto que pulava e se jogava no chão. Em outros, me lembrou que eu tinha jurado a mim mesmo nunca mais ir ao teatro. O pessoal costuma dizer que Shakespeare deve se revirar no túmulo a cada vez que montam Hamlet, mas eu acho que não, viu. Eu acho que ele fica é dando aquela risadinha de Rabugento. Principalmente no início da segunda cena, do terceiro ato. Ali, ele se vingou antecipadamente de todos os futuros atos de vilipêndio a seu cadáver, obrigando os miseráveis a dizer as seguintes palavras enquanto praticam seus crimes:<br />
Enter HAMLET and Players<br />
HAMLET<br />
Speak the speech, I pray you, as I pronounced it to<br />
you, trippingly on the tongue: but if you mouth it,<br />
as many of your players do, I had as lief the<br />
town-crier spoke my lines. Nor do not saw the air<br />
too much with your hand, thus, but use all gently;<br />
for in the very torrent, tempest, and, as I may say,<br />
the whirlwind of passion, you must acquire and beget<br />
a temperance that may give it smoothness. O, it<br />
offends me to the soul to hear a robustious<br />
periwig-pated fellow tear a passion to tatters, to<br />
very rags, to split the ears of the groundlings, who<br />
for the most part are capable of nothing but<br />
inexplicable dumbshows and noise: I would have such<br />
a fellow whipped for o&#8217;erdoing Termagant; it<br />
out-herods Herod: pray you, avoid it.<br />
First Player<br />
I warrant your honour.<br />
HAMLET<br />
Be not too tame neither, but let your own discretion<br />
be your tutor: suit the action to the word, the<br />
word to the action; with this special o&#8217;erstep not<br />
the modesty of nature: for any thing so overdone is<br />
from the purpose of playing, whose end, both at the<br />
first and now, was and is, to hold, as &#8217;twere, the<br />
mirror up to nature; to show virtue her own feature,<br />
scorn her own image, and the very age and body of<br />
the time his form and pressure. Now this overdone,<br />
or come tardy off, though it make the unskilful<br />
laugh, cannot but make the judicious grieve; the<br />
censure of the which one must in your allowance<br />
o&#8217;erweigh a whole theatre of others. O, there be<br />
players that I have seen play, and heard others<br />
praise, and that highly, not to speak it profanely,<br />
that, neither having the accent of Christians nor<br />
the gait of Christian, pagan, nor man, have so<br />
strutted and bellowed that I have thought some of<br />
nature&#8217;s journeymen had made men and not made them<br />
well, they imitated humanity so abominably.<br />
First Player<br />
I hope we have reformed that indifferently with us,<br />
sir.<br />
HAMLET<br />
O, reform it altogether. And let those that play<br />
your clowns speak no more than is set down for them;<br />
for there be of them that will themselves laugh, to<br />
set on some quantity of barren spectators to laugh<br />
too; though, in the mean time, some necessary<br />
question of the play be then to be considered:<br />
that&#8217;s villanous, and shows a most pitiful ambition<br />
in the fool that uses it. Go, make you ready.<br />
Exeunt Players<br />
Quer saber como foram as atuações dos atores ontem? Durante a maior parte do tempo, eles pegaram todas as advertências feitas acima e fizeram tudo ao contrário. Há algo de podre na alma dessas pessoas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>t+</title>
		<link>http://avidadetiago.apostos.com/2009/05/12/t/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 11:46:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago a.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você talvez já saiba que estou de partida pro que restou do Arraial de Canudos. Lá deve ter internet, além de bode, mas quero aproveitar a ocasião pra dar um tempo aqui no blog, um dois-alto. Só que eu não aprendi dizer adeus, então adeus não. Com Gerônimo, te digo até breve:

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Você talvez já saiba que estou de partida pro que restou do Arraial de Canudos. Lá deve ter internet, além de bode, mas quero aproveitar a ocasião pra dar um tempo aqui no blog, um dois-alto. Só que eu <a href="http://www.youtube.com/watch?v=US-laUWTCdU">não aprendi dizer adeus</a>, então adeus não. Com Gerônimo, te digo <em>até breve</em>:<br />
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