maio, 2009 Archives
mai
t+
by tiago a. in Uncategorized
Você talvez já saiba que estou de partida pro que restou do Arraial de Canudos. Lá deve ter internet, além de bode, mas quero aproveitar a ocasião pra dar um tempo aqui no blog, um dois-alto. Só que eu não aprendi dizer adeus, então adeus não. Com Gerônimo, te digo até breve:
mai
eu já sabia
by tiago a. in Uncategorized
Chat with Leandro Oliveira
Apr 15
9:54 AM me: qual é sua teoria pro chilique de adriano?
estou fazendo uma enquete
9:55 AM a minha é a de que ele quer voltar a jogar no rio
vai fazer esse auê todo, depois volta, no framengo
Leandro: depressão
acho que é uma doença
9:56 AM mesmo jogando na Sibéria, o cara com um salário daquele não iria chutar o balde assim
9:57 AM mas, se o cara voltar pro Flamengo, eu vou comemorar!
me: vc é framengo é?
hahahah
Leandro: sim!
hahahahaha
me: pensei que cê era galo, rapá?
Leandro: moro em Minas mas sou carioca :>
9:58 AM e como todo bom carioca, flamenguista, hahahaha
me: pois eu acho que ele pode, sim, estar com depressão–mas que vai voltar a jogar, e no fra
assim que a poeria baixar
o flamengo é um time interessante
não ganha nada há décadas
mas continua com os torcedores mais chatos do universo!
9:59 AM ![]()
Leandro: é, eu penso o seguinte: se o cara tem mais dinheiro que pode gastar numa vida e quer jogar bola, por que não seria lá?
hahahahaha
mai
“venha, meu pai!”
by tiago a. in Uncategorized
Bastante comum em Salvador, a expressão que serve como título para este post é uma espécie de saudação. É o high five americano vertido para o vernáculo do Pelourinho. Os mais atentos me corrigirão, dirão que na verdade o que se diz não é bem “venha, meu pai!”, mas “venha, mô pai!”, assim mesmo, com o “meu” virando “mô”, mas isso é mero detalhe. Aliás, é bom que se diga: embora seja certo que o soteropolitano gosta de chamar seus camaradas de “meu pai”, nunca vi ninguém chamando ninguém de “painho” por aqui. “Painho” é coisa de novela da Globo, e a Bahia da Globo é tão fidedigna quanto a Índia da Globo, o Marrocos da Globo, etc. (exceção feita à “Ó paí ó” de Lazáro Ramos, decalque da realidade).
Este vídeo, portanto, só fez confirmar o que eu sempre soube: Obama não é do Havaí coisíssima nenhuma. Mas tampouco é mulçumano, como quer Eulavo seu Baralho. O que Obama é é baiano. Vejam a maneira como a mão dele se desloca a fim de encontrar a mão de Luis Inácio. Prestem atenção nesse movimento brau―não é racismo, patrulheiros; “malandro” na Bahia é “brau”, d’où Carlinhos Brown, versão baiana de Serginho Mallandro―prestem atenção no movimento brau que antecede o aperto de mão.
Eu, desde minha condição de baiano―eu sempre quis dizer “eu, desde minha condição de alguma coisa”―, eu, como eu ia dizendo, eu quase posso ouvir Obama exclamando mentalmente um “Venha, mô pai!” e procurando a expressão anglófona que melhor possa traduzir seu entusiasmo nagô. De maneira que, se um tradutor baiano tivesse sido o responsável pela criação das legendas deste vídeo, a tradução do que Obama disse à propos de Lula teria sido mais perfeita do que a que já se tornou notória. Assistam o vídeo, vocês que não viram ainda, e notem que Obama não diz hora nenhuma que Lula é o cara. O que ele diz é: “This is my man, right here”, e isso quer dizer o mesmo que o “Esse é o meu cumpádi” dos cariocas, ou o “Aqui é meu manu, tá ligado?” dos paulistas, ou o “Venha, mô pai” de seus conterrâneos baianos. Jamais “Este é o cara”, essa invenção da imprensa lulista (= Carta Capital, Hora do Povo, e agora BBC). Dizer que Obama disse que Lula é o cara é erro grosseiro. Ou má-fé. Parem de falsear a história.
