novembro, 2008 Archives
nov
uma réplica ao pró tensão, o portal atropo
by tiago a. in Uncategorized
Eu acho, César, que Blog é um lugar em que você escreve sobre tudo aquilo que você acha das coisas, e portanto quero falar agora de uma das muitas coisas que eu acho sobre o mundo de atualmente hoje em dia. Eu acho que, como tudo na vida, anglofilia tem que ter limites. De antemão aviso que estou cansado e com sono, sem dormir há um mês, então não espere inteligibilidade; não haverá muita. Aviso também que vou ser obrigado a usar aspas marotas ao longo do post, a primeira das quais virá agora: não sei, pode ser só impressão minha, mas tenho visto cada vez mais gente “escrevendo” em português enquanto pensa em inglês. Geralmente são pessoas que trabalham com tradução ou lêem muitas coisas em inglês ou sei lá o quê. Calma, calma, lê o resto, que você vai ver que eu não virei Albo Redelo (=> desviando do google). Houve época em que os intelectual do Brasil era tudo francófilo, mas agora todo mundo ficou anglófilo, ou pelo menos todo mundo que vale a pena, porque no século passado, a França, coitada, acabou, c’est finie. Veja bem, não estou reclamando da anglofilia; estou reclamando dessas pessoas que deveriam estar escrevendo em inglês, porque estão pensando em inglês, mas insistem em “escrever” em português. Gente que “escreve” evidência enquanto pensa em evidence. Hoje mesmo li uma frase em que não sei quem descobria evidências de que não sei o quê. E perguntei mentalmente, Vem cá, é evidência? Então não precisava descobrir, pois o que é evidente é evidente, não precisa ser descoberto. Se estivessem escrevendo em português, essas pessoas usariam indício ou sei lá que outra palavra, mas elas não estão escrevendo em português; elas estão pensando em inglês e “escrevendo” palavras portuguesas parecidas. É como se elas estivessem, bem, estou como sono, no momento não consigo pensar em nenhum símile legal para encerrar o post, então boa noite aí, fique com este vídeo desse gato maluco.
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hmm que tal se eu transformasse isso aqui num lol cat blawg?
by tiago a. in Uncategorized
vamos então às páginas finais do Old Possum’s Book of Practical Cats:
The Ad-dressing of Cats
You’ve read of several kinds of Cat,
And my opinion now is that
You should need no interpreter
To understand their character.
You now have learned enough to see
That Cats are much like you and me
And other people whom we find
Possessed of various types of mind.
For some are sane and some are mad
And some are good and some are bad
And some are better, some are worse―
But all may be described in verse.
You’ve seen them both at work and games,
And learnt about their proper names,
Their habits and their habitat:
But
How would you ad-dress a Cat?
So first, your memory I’ll jog,
And say: A CAT IS NOT A DOG.
Now Dogs pretend they like to fight;
They often bark, more seldom bite;
But yet a Dog is, on the whole,
What you would call a simple soul.
Of course I’m not including Pekes,
And such fantastic canine freaks.
The usual Dog about the Town
Is much inclined to play the clown,
And far from showing too much pride
Is frequently undignified.
He’s very easily taken in―
Just chuck him underneath the chin
Or slap his back or shake his paw,
And he will gambol and guffaw.
He’s such an easy-going lout,
He’ll answer any hail or shout.

Again I must remind you that
A Dog’s a Dog―A CAT’S A CAT.
With Cats, some say, one rule is true:
Don’t speak till you are spoken to.
Myself, I do not hold with that―
I say, you should ad-dress a Cat.
But always keep in mind that he
Resents familiarity.
I bow, and taking off my hat,
Ad-dress him in this form: O CAT!
But if he is the Cat next door,
Whom I have often met before
(He comes to see me in my flat)
I greet him with an OOPSA CAT!
I think I’ve heard them call him James―
But we’ve not got so far as names.
Before a Cat will condescend
To treat you as a trusted friend,
Some little token of esteem
Is needed, like a dish of cream;
And you might now and then supply
Some caviare, or Strassburg Pie,
Some potted grouse, or salmon paste―
He’s sure to have his personal taste.
(I know a Cat, who makes a habit
Of eating nothing else but rabbit,
And when he’s finished, licks his paws
So’s not to waste the onion sauce.)
A Cat’s entitled to expect
These evidences of respect.
And so in time you reach your aim,
And finally call him by his NAME.
So this is this, and that is that:
And there’s how you AD-DRESS A CAT.

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by tiago a. in Uncategorized
A NYer está nos oferecendo acesso livre às versões digitais de suas próximas quatro edições pra que a gente veja como é que o Digital Reader deles funciona.
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by tiago a. in Uncategorized
Alguma coisa acontece no meu coração quando um dos melhores blogs lusófonos encerra suas atividades. RIP puragoiaba. Muito nos honra ter estado à sua sombra.
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campanha “sou mais Seu Jorio”
by tiago a. in Uncategorized
Chega a notícia de que a Alfaguara é a nova dona dos direitos sobre a obra de Nabokov no Brasil. Setembro do ano que vem, num lançamento mundial, nossas prateleiras terão The Original of Laura em português. Pretensão é a de publicar um livro de São Volodya a cada 75 dias; The Real Life of Sebastian Knight será o terceiro. Por um lado é bom, mas por outro…
“Serão 12 títulos, entre já conhecidos e inéditos no mercado brasileiro, todos com nova tradução” (grifei). Essa última parte da estória é a que me deixa mais angustiado. Porque, como todos o sabem, Jorio Dauster é o profeta. Que é isso de nova tradução? E o pior é que já consigo até ver as matérias da época do lançamento do Lolita novo, tudo quanto é jornal falando de como o “minha alma, minha lama” de Seu Jorio virou o―


