julho, 2008 Archives
jul
by tiago a. in Uncategorized
Janaína Leite revela como são feitas as salsichas.
Quando leio uma notícia n’O Globo, por exemplo, lembro que seus donos são sócios de Carlos Slim, o dono da Embratel. Também lembro que as Organizações fizeram negócios com a Telecom Itália e muito dinheiro sumiu nessa lambança, um dos assuntos que estava sendo visto pela Procuradoria de Milão naquele inquérito que corre lá na Itália. Aí eu recordo que o pessoal do Globo quer comprar O Estadão, que ninguém sabe quem quer vender, e é sócio da Folha de S.Paulo no “Valor Econômico”, jornal que sempre teve ótimas relações com a Telecom Itália. A Folha também é sócia da Portugal Telecom no UOL. A Portugal Telecom, por sua vez, tem como acionistas importantes a espanhola Telefônica, a mesma que manda na telefonia de São Paulo, que é dona do Terra, e que recentemente fez negócio com a Abril, editora que recebeu um aporte grande de um fundo estrangeiro. Esse negócio foi intermediado pelo Citigroup, acionista da Oi (ex-Telemar) e da Brasil Telecom, controladora do iG. Impossível esquecer que das duas empresas participam os fundos de pensão, os mesmos que teriam os caixas sangrados em R$ 730 milhões para favorecer partidos políticos, vide CPI dos Correios, e que teriam sido usados pelo governo para pressionar o Citi, segundo e-mails trocados entre gente graúda do banco, contidos num processo que era movido em Nova York e que, hoje, não tenho a menor idéia de que fim deu. Óbvio que não é só o Citi, todos os bancos têm relações próximas com os veículos de comunicação, bem como com os sindicatos e movimentos sociais _ Bradesco, Unibanco, Itaú… os banqueiros têm seus preferidos. E o Banco do Brasil, claro, esse um capítulo per si. Ah, e as agências de propaganda, e o pedágio dos grandes negócios, as empreiteiras, os financiadores de campanha, as brigas e vaidades nos bastidores dos negócios e do jornalismo.
jul
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The Paris Review publica uma peça memorialística de Paula Fox, autora de Desesperados (grande livro). Não bastasse isso, há ainda seis poemas de Charles Wright, dois dos quais podem ser lidos grátis.
jul
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A NYer traz um conto (excelente) de Roberto Bolaño, chamado Clara (vlw, torito—e este ano não pode terminar sem que eu tenha lido Os Detetives Selvagens; me lembre disso por favor, sim?), onde se podem ler as seguintes palavras: And if you don’t aspire to anything, how can you be frustrated?, as quais me fizeram lembrar estas outras, da lavra de Marcelo Rota: Sabe quando você quer muito uma coisa, uma homenagem, uma mulher ou um emprego, mas é covarde o bastante para não tentar porque se tentar pode não conseguir e, oh, isto seria horrível e muito pior do que não conseguir porque nem tentou? Ora, é óbvio, por mais que o clichê moral diga o contrário, que é melhor fracassar por preguiça do que com trabalho.
jul
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Uma palestra conferência pública, em tom quase familiar, com Randall Munroe, o cara por trás do xkcd.com.
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O Direito Administrativo, segundo Andreis Passarinho.
Quando perguntado quem ele é, o Direito Administrativo responde (em alemão):
-Eu sou o conjunto de normas e princípios que, visando sempre ao interesse público, regem as relações jurídicas entre as pessoas e órgãos do Estado e entre este e as coletividades a que devem servir!
Massa como o conto (sim, é um conto; e eu acho que valia a pena tentar terminar) se mantém fiel ao tema na medida em que também não faz muito sentido durante a maior parte do tempo.
jul
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Irvine Welsh fala sobre a experiência de escrever Trainspotting, que não li (também não vi o filme―e, sim, tenho um certo orgulho disso).
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o sonho que tive essa noite
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Depois de escrever e publicar um post qualquer, fechei o firefox, sem clicar em logout para sair da plataforma do movabletype onde este blog é gerido, e desliguei o computador. Tenho mesmo o costume de fazer isso, porque toda vez que eu fecho o firefox, ele me pergunta se eu quero apagar “os dados pessoais” (cookies, cache, histórico etc.), e eu sempre apago.
Dessa vez, no sonho, entretanto, de alguma maneira, não funcionou; e quando abri este blog mais tarde, havia uma daquelas pequenas biografias de grandes brasileiros/compositores/escritores/estrangeiros/etc. que Ruy Goiaba escreve (não lembro quem era o biografado), um post que terminava (isso eu lembro) com um conselho para que eu tivesse mais cautela quando saísse do movabletype. O que diria José?
jul
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Era assim que um de nossos antepassados descrevia sua experiência com um computador nos idos de 1982:
When I sit down to write a letter or start the first draft of an article, I simply type on the keyboard and the words appear on the screen. For six months, I found it awkward to compose first drafts on the computer. Now I can hardly do it any other way. It is faster to type this way than with a normal typewriter, because you don’t need to stop at the end of the line for a carriage return (the computer automatically “wraps” the words onto the next line when you reach the right-hand margin), and you never come to the end of the page, because the material on the screen keeps sliding up to make room for each new line. It is also more satisfying to the soul, because each maimed and misconceived passage can be made to vanish instantly, by the word or by the paragraph, leaving a pristine green field on which to make the next attempt.
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jul
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Perguntaram a Christopher Hitchens se ele aceitaria se submeter ao tal do waterboarding, que, segundo o saber enciclopédico, consiste na seguinte seqüência de ações: “a pessoa é deitada de costas e imobilizada, com a cabeça inclinada para trás, e água é lançada sobre a face e para dentro das vias respiratórias”. Hitchens aceitou e depois escreveu a respeito.
You may have read by now the official lie about this treatment, which is that it “simulates” the feeling of drowning. This is not the case. You feel that you are drowning because you are drowning—or, rather, being drowned, albeit slowly and under controlled conditions and at the mercy (or otherwise) of those who are applying the pressure. The “board” is the instrument, not the method. You are not being boarded. You are being watered. This was very rapidly brought home to me when, on top of the hood, which still admitted a few flashes of random and worrying strobe light to my vision, three layers of enveloping towel were added. In this pregnant darkness, head downward, I waited for a while until I abruptly felt a slow cascade of water going up my nose. Determined to resist if only for the honor of my navy ancestors who had so often been in peril on the sea, I held my breath for a while and then had to exhale and—as you might expect—inhale in turn. The inhalation brought the damp cloths tight against my nostrils, as if a huge, wet paw had been suddenly and annihilatingly clamped over my face. Unable to determine whether I was breathing in or out, and flooded more with sheer panic than with mere water, I triggered the pre-arranged signal and felt the unbelievable relief of being pulled upright and having the soaking and stifling layers pulled off me. I find I don’t want to tell you how little time I lasted.
Um vídeo da coisa está aqui.

