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julho 29, 2008

Janaína Leite revela como são feitas as salsichas.

Quando leio uma notícia n’O Globo, por exemplo, lembro que seus donos são sócios de Carlos Slim, o dono da Embratel. Também lembro que as Organizações fizeram negócios com a Telecom Itália e muito dinheiro sumiu nessa lambança, um dos assuntos que estava sendo visto pela Procuradoria de Milão naquele inquérito que corre lá na Itália. Aí eu recordo que o pessoal do Globo quer comprar O Estadão, que ninguém sabe quem quer vender, e é sócio da Folha de S.Paulo no “Valor Econômico”, jornal que sempre teve ótimas relações com a Telecom Itália. A Folha também é sócia da Portugal Telecom no UOL. A Portugal Telecom, por sua vez, tem como acionistas importantes a espanhola Telefônica, a mesma que manda na telefonia de São Paulo, que é dona do Terra, e que recentemente fez negócio com a Abril, editora que recebeu um aporte grande de um fundo estrangeiro. Esse negócio foi intermediado pelo Citigroup, acionista da Oi (ex-Telemar) e da Brasil Telecom, controladora do iG. Impossível esquecer que das duas empresas participam os fundos de pensão, os mesmos que teriam os caixas sangrados em R$ 730 milhões para favorecer partidos políticos, vide CPI dos Correios, e que teriam sido usados pelo governo para pressionar o Citi, segundo e-mails trocados entre gente graúda do banco, contidos num processo que era movido em Nova York e que, hoje, não tenho a menor idéia de que fim deu. Óbvio que não é só o Citi, todos os bancos têm relações próximas com os veículos de comunicação, bem como com os sindicatos e movimentos sociais _ Bradesco, Unibanco, Itaú... os banqueiros têm seus preferidos. E o Banco do Brasil, claro, esse um capítulo per si. Ah, e as agências de propaganda, e o pedágio dos grandes negócios, as empreiteiras, os financiadores de campanha, as brigas e vaidades nos bastidores dos negócios e do jornalismo.

The Paris Review publica uma peça memorialística de Paula Fox, autora de Desesperados (grande livro). Não bastasse isso, há ainda seis poemas de Charles Wright, dois dos quais podem ser lidos grátis.

julho 28, 2008

A NYer traz um conto (excelente) de Roberto Bolaño, chamado Clara (vlw, torito—e este ano não pode terminar sem que eu tenha lido Os Detetives Selvagens; me lembre disso por favor, sim?), onde se podem ler as seguintes palavras: And if you don’t aspire to anything, how can you be frustrated?, as quais me fizeram lembrar estas outras, da lavra de Marcelo Rota: Sabe quando você quer muito uma coisa, uma homenagem, uma mulher ou um emprego, mas é covarde o bastante para não tentar porque se tentar pode não conseguir e, oh, isto seria horrível e muito pior do que não conseguir porque nem tentou? Ora, é óbvio, por mais que o clichê moral diga o contrário, que é melhor fracassar por preguiça do que com trabalho.

julho 26, 2008

Uma palestra conferência pública, em tom quase familiar, com Randall Munroe, o cara por trás do xkcd.com.

julho 24, 2008

O Direito Administrativo, segundo Andreis Passarinho.

Quando perguntado quem ele é, o Direito Administrativo responde (em alemão):

-Eu sou o conjunto de normas e princípios que, visando sempre ao interesse público, regem as relações jurídicas entre as pessoas e órgãos do Estado e entre este e as coletividades a que devem servir!

Massa como o conto (sim, é um conto; e eu acho que valia a pena tentar terminar) se mantém fiel ao tema na medida em que também não faz muito sentido durante a maior parte do tempo.

Irvine Welsh fala sobre a experiência de escrever Trainspotting, que não li (também não vi o filme―e, sim, tenho um certo orgulho disso).

julho 23, 2008

o sonho que tive essa noite

Depois de escrever e publicar um post qualquer, fechei o firefox, sem clicar em logout para sair da plataforma do movabletype onde este blog é gerido, e desliguei o computador. Tenho mesmo o costume de fazer isso, porque toda vez que eu fecho o firefox, ele me pergunta se eu quero apagar "os dados pessoais" (cookies, cache, histórico etc.), e eu sempre apago.

Dessa vez, no sonho, entretanto, de alguma maneira, não funcionou; e quando abri este blog mais tarde, havia uma daquelas pequenas biografias de grandes brasileiros/compositores/escritores/estrangeiros/etc. que Ruy Goiaba escreve (não lembro quem era o biografado), um post que terminava (isso eu lembro) com um conselho para que eu tivesse mais cautela quando saísse do movabletype. O que diria José?

Era assim que um de nossos antepassados descrevia sua experiência com um computador nos idos de 1982:

When I sit down to write a letter or start the first draft of an article, I simply type on the keyboard and the words appear on the screen. For six months, I found it awkward to compose first drafts on the computer. Now I can hardly do it any other way. It is faster to type this way than with a normal typewriter, because you don't need to stop at the end of the line for a carriage return (the computer automatically "wraps" the words onto the next line when you reach the right-hand margin), and you never come to the end of the page, because the material on the screen keeps sliding up to make room for each new line. It is also more satisfying to the soul, because each maimed and misconceived passage can be made to vanish instantly, by the word or by the paragraph, leaving a pristine green field on which to make the next attempt.

F. W. Taylor (1856-1915), padroeiro das atendentes de telemarketing

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"In the past the man has been first; in the future the system must be first."

julho 21, 2008

Perguntaram a Christopher Hitchens se ele aceitaria se submeter ao tal do waterboarding, que, segundo o saber enciclopédico, consiste na seguinte seqüência de ações: "a pessoa é deitada de costas e imobilizada, com a cabeça inclinada para trás, e água é lançada sobre a face e para dentro das vias respiratórias". Hitchens aceitou e depois escreveu a respeito.

You may have read by now the official lie about this treatment, which is that it “simulates” the feeling of drowning. This is not the case. You feel that you are drowning because you are drowning—or, rather, being drowned, albeit slowly and under controlled conditions and at the mercy (or otherwise) of those who are applying the pressure. The “board” is the instrument, not the method. You are not being boarded. You are being watered. This was very rapidly brought home to me when, on top of the hood, which still admitted a few flashes of random and worrying strobe light to my vision, three layers of enveloping towel were added. In this pregnant darkness, head downward, I waited for a while until I abruptly felt a slow cascade of water going up my nose. Determined to resist if only for the honor of my navy ancestors who had so often been in peril on the sea, I held my breath for a while and then had to exhale and—as you might expect—inhale in turn. The inhalation brought the damp cloths tight against my nostrils, as if a huge, wet paw had been suddenly and annihilatingly clamped over my face. Unable to determine whether I was breathing in or out, and flooded more with sheer panic than with mere water, I triggered the pre-arranged signal and felt the unbelievable relief of being pulled upright and having the soaking and stifling layers pulled off me. I find I don’t want to tell you how little time I lasted.

Um vídeo da coisa está aqui.

julho 19, 2008

meditem ok

Gabi foi assistir Nome Próprio,

de Murilo Salles, com a Leandra Leal, um filme chato sobre gente alternativa-descolada da rua Augusta. Mas foi bom porque a gente riu bastante, afinal nós estávamos ali no Unibanco da Augusta assistindo um filme sobre os pós-adolescentes da Augusta, e a protagonista do filme é mala e deprê do tipo que dá vontade de bater, e fica pelada o filme inteiro, e não trabalha nunca, e dá pra todo mundo indiscriminadamente, e inclusive vomita na câmera durante uma cena, em repetidas golfadas que é para não restar nenhuma dúvida de que ela está ali expelindo coisa. Se eu tivesse um filho daquele jeito Augusta, eu não sei, não.

O filme seria bom se a protagonista, que se diz escritora, tivesse talento literário, mas somos obrigados a agüentar versos clichês como "Eu sofro de nada e de ninguém". Aliás, fiquei constrangida com o fato de ser blogueira, pois a história é inspirada na vida de uma blogueira chamada Clarah Averbuck.

Ou seja, jamais assistirei. E ser blogueiro é mesmo constrangedor porque o Marquito também tem. A melhor frase do post, todavia, é esta:

Ai, gente, vai pagar as contas e sair pra trabalhar antes do sol nascer, vai.

Victor Fasano entendeu a internet

E só se fala no @vitorfasano. Entrevistaram o homenageado e a homenagem aqui. Se você não presta atenção, fica difícil identificar o original.

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E esse bigode? É fake? É original?

Seja como for, diga o que quiser: só não diga que o Excelentíssimo Senhor Secretário Especial de Promoção e Defesa dos Animais do Município do Rio de Janeiro-RJ não entendeu a internet:

FOLHA - Você pretende processá-lo?

FASANO - Você sabe muito bem que a nossa legislação é muito falha em relação à internet. Não existe uma legislação específica. Então, o que adianta eu processar e não dar em nada, eu perder meu tempo? A gente sabe que é tudo improvável, porque não existe legislação.

FOLHA - Corre-se o risco de acontecer algo como no caso da Daniella Cicarelli, quando bloquearam o YouTube inteiro.

FASANO - Bloquearam o YouTube, mas apareceu na TV, em outros sites. A internet é tão poderosa que você não a controla. Como eu sei disso, não vou me preocupar, senão vou ficar doente. Só vou fingir que não está acontecendo. As pessoas cultas sabem que isso é passível de ser falso. E é o que está acontecendo, é falso. Agora, como eu interrompo isso se a legislação não prevê que eu consiga interromper? A própria internet é mais forte do que qualquer legislação que venha a existir. Sempre existirá uma brecha na internet. Alguém copia e passa adiante, e isso vira uma montanha de neve que você não controla.

julho 18, 2008

Protele com elegância. Protele com Instapaper. [vlw, celroamtrao]

Nikko Bushidô, quem é você?

Depois de Pietro Nassetti, é a vez de Nikko Bushidô:

[...] Arte da Guerra: Os Treze Capítulos Originais, lançada em tradução e adaptação de Nikko Bushidô, é um embuste desde o frontispício até o último capítulo. O livro, de 2006, traz na capa três afirmações bombásticas: "Tradução do chinês", "Campeão de vendas", "Edição completa". Eis uma mentira: "Tradução do chinês". A versão Jardim dos Livros é tradução do chinês feita através da língua de Camões mesmo.

Nikko Bushidô promoveu um mega-arrastão nas versões brasileiras de Sunzi Bingfa. Simplesmente surrupiou a produção intelectual de José Sanz (Record, 1983), Mirian Paglia Costa e Caio Fernando Abreu (Cultura, 1994), Sueli Barros Cassal (L&PM, 2000) e Ana Aguiar Cotrim (Martins Fontes, 2002). Não contente, Bushidô arrebanhou também o prodigioso editor Martin Claret e seu prestativo colaborador Pietro Nassetti, tradutor de grandes habilidades, como se verá adiante. E mais: reproduziu até o erro de atribuir a Sunzi uma frase de Santo Agostinho - "O objetivo das guerras é a paz" -, numa demonstração prática da técnica Lavoisier de tradução.

Tentou-se falar com o editor Claudio Varela para ouvir sua versão dos fatos e, principalmente, indagar-lhe se Nikko Bushidô seria uma pessoa, uma instituição ou um ectoplasma. Em vão.

cinema escrito (II)

Já que estamos falando de cinema escrito, deixa eu apontar as duas resenhas mais legais que vi no mês passado. Essa de Hulk, que saiu no Guardian; e essa do novo filme de M. Night Shyamalan, que saiu na The New Republic. As duas são negativas.

Na primeira, o resenhista incorpora um Hulk:

Same old story. Superhero movie give superhero mirror-image antagonist. Like in Spider-Man 3. Idea rubbish in Spider-Man 3. Idea rubbish here. Hulk versus humanity important thing. Cancelled out here. Basic problem ... critic not believe Hulk angry. Hulk just roar. It not look convincing. Not truly seem angry. Critic think about this. Critic decide why. It because Hulk not swear. Hulk just say: "Hulk. Smash" etc. If Hulk shout C-word ... different matter. Then Hulk look angry. Sound angry. Not here. Hulk genteel.

Critic remember Ang Lee version. Ang Lee version slagged off. Yet rubbish new Hulk film make that look like Citizen Kane. Critic exit cinema miffed. Film take away two hours of critic's life. Critic not get time back. Ever. Rarrrrr.

Na segunda, o resenhista oferece "a dozen and a half of the most mind-bendingly ridiculous elements of the film, which will enable you to marvel at its anti-genius without sacrificing (and I don't use that term lightly) 90 minutes of your life".

"Eu acho que o jovem só pode ser levado a sério quando fica velho", disse Nelson Rodrigues em entrevista a Otto Lara Resende (aquele que não disse que o mineiro só é solidário no câncer).

julho 17, 2008

Concordo com claudino: é o novo Chico Science.

Andar de elevador virou uma outra coisa depois que vi este vídeo de um cara que ficou preso dentro de um por quase dois dias. Um vídeo que todo mundo já viu, eu sei.

Mas e a matéria que ele acompanhava? Todo mundo já leu?

João Donato: "Eu não agüento mais falar de bossa nova."

julho 16, 2008

Uma entrevista com o vencedor do Pulitzer 2008, o autor do melhor livro que li em 2007. [vlw, Marcus!]

julho 15, 2008

Presumo que você esteja sentado. Está? Se não, por favor, sente-se. Agora levante seu pé direito e faça-o descrever círculos, no sentido horário. Isso. Assim. Agora, mantendo o movimento do pé, tente desenhar um 6 com sua mão direita.

Não se preocupe. Você não está com problema algum. Comigo aconteceu a mesma coisa. [via]

julho 14, 2008

gold has always been more scarce than dirt

Arte, sem aspas, é o tema dessa entrevista com Elton Mesquita, cujo blog faz falta.

5. Has art become just a new, inventive form of product placement due to rampant capitalism?

The marketplace is an unavoidable aspect of human life, and m[u]st be dealt with without idealization. Jesus matter-of-factly said "Render to Caesar what is Caesar's and to God what is God's". All the Old Masters were professionals who delivered what their buyers demanded for a good price. The game didn't change, it just became more aggressive and conspicuous. It's an old image that genius is a small light in the dark serving as a beacon for akin souls, and that also didn't change. Gold has always been more scarce than dirt, and so it's only natural that a large part of the art market runs on shams, scams and marketing spam. But the smaller and truer part will hang in there time enough to carry the fire to the next generations. As Emerson puts it somewhere: "the Sun shines to-day also".

Dividida em três partes: parte 1, parte 2 e parte 3. Coisas bacanas foram ditas, mesmo que ele pareça ter desistido de responder a partir da 13ª pergunta.

Alguém aí tem um link pralgum lugar onde se possa ler a versão completa desse texto de Zadie Smith que saiu na Believer de junho? Em troca, eu dou esse outro, em que ela fala de Kafka.

julho 13, 2008

alguém precisa dizer isso

EU NÃO AGUENTO MAIS ESSE MACONHEIRO DO FANTÁSTICO!

julho 12, 2008

o concerto de João Gilberto em Salvador (III)

Agora é hora de tratar da batida de João. Para tanto, convoco um dos principais observadores e estudiosos do modoJoãoGilberto de tocar: o professor Aderbal Duarte. Suspeito que ele ficará muito feliz de poder dizer algumas palavras aqui no blog, ainda que à sua revelia. (O leitor não ficaria? Eu sempre fico).

Também suspeito que o professor, antes de começar a falar, iria apreciar se eu indicasse a leitura deste artigo, que eu já li, mas vocês ainda não—então deixa eu fazer uma breve apresentação. Convidado pelo professor Lucas Robatto a escrever um texto sobre João Gilberto para a Revista da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Aderbal Duarte considerou que 3500 palavras era pouco espaço e resolveu que no lugar do artigo ofereceria "informações e orientações" para que Robatto "pudesse elaborar um texto mais adequado aos objetivos e ao público deste periódico". Li isso há alguns anos, numa época em que a minha obsessão por João Gilberto era ainda maior do que é hoje, uma época em que eu quase comprei o livro de Walter Garcia e quase me matriculei num conservatório para aprender a tocar violão. Uma época em que eu me permitia sonhar com essas coisas, uma época romântica, uma época distante, há quase três anos.

Mas deixemos meu saudosismo; voltemos ao artigo. Embora escrito por Robatto, podemos considerá-lo uma transcrição elegante de uma palestra de Aderbal. Afinal, é o próprio autor do texto que anuncia, logo de cara: "Apesar de estar aqui emprestando a minha 'voz', espero estar 'cantando' a 'canção' de Aderbal, uma 'canção' sobre a voz e o violão de João". Se não me engano, foi lendo esse artigo que pude começar a compreender direito o tamanho de João Gilberto. Sabe aquilo que Caetano Veloso falou na Folha essa semana, de João ser o samba total? No artigo, Robatto diz coisa semelhante: "João incorpora tudo". Eu recomendo imenso a leitura. Toma aqui o link de novo, para a eventualidade de você (sempre distraído) ainda não ter clicado.

E finalmente, depois que todos nós tivermos lido o artigo, o professor Aderbal ilustrará muito gentilmente algumas das idéias ali contidas, tocando seu violão. Ele será muito didático e simpático ao fazê-lo. Só peço que vocês desconsiderem a baixa qualidade das imagens e a propaganda do jornal A Tarde, que não é um de nossos patrocinadores. Serão dez vídeos no youtube:














































julho 10, 2008

a coisa mais estranha que vi hoje é a seguinte

Diz-se que em 1994, no Caribe (acho), houve uma tal Copa Shell, um campeonato de regrinha bizarra segundo a qual gol de ouro na prorrogação equivalia a vitória por dois a zero.

Entendeu? Gol de ouro = 2x0.

Daí Barbados e Granada estão jogando, e Barbados precisa vencer por dois gols de diferença pra passar pra próxima fase (a final, eu acho), e Barbados, vejam só, está ganhando por dois a zero e portanto se classificando. Só que aí Granada vai lá e faz um gol, e agora quem está se classificando é Granada. Barbados tenta, tenta, tenta fazer mais um gol—e nada. Faltando três minutos pro jogo acabar, Barbados lembra da regra "gol de ouro = vitória por dois a zero" e resolve que o jogo agora tem que ir pra prorrogação de qualquer jeito. Um barbadense (?), então, carrega a bola rumo a própria meta, troca uns passes toscos com o goleiro e aí dá um bico na bola e faz o gol contra mais estranho que eu já vi. Os granadianos (?) não entendem nada, e quando entendem, o jogo pum, acaba. Na prorrogação, Barbados faz o gol de ouro que vale por dois e se classifica.

É sério. Há imagens:

(via)