« abril 2008 | Main | junho 2008 »

maio 30, 2008

Se sentir burro e sem inspiração pode ser maravilhoso. Direi como. Todo mundo sabe a estória de que, durante a ditadura, o Estadão publicava trechos de Os Lusíadas quando era censurado. Partindo dessa idéia, acho que blogueiros poderiam fazer uma adaptação para quando fossem censurados por seus prejudicados cérebros. Sempre que se sentissem burros e abandonados pela (não ria) musa, postariam algo que transbordasse inspiração. E assim, todo mundo sairia ganhando. Quem escreve fica feliz; não se frustra por haver falhado mais uma vez. Quem lê fica feliz; não passa pela tristeza de ver mais uma auto-indulgência descartável. Todo mundo fica feliz e sai cantando e rebolando, quase um musical. Donc, blogueiro, meu frater, da próxima vez que você se sentir burro e sem inspiração, faça como yo. Denuncie a censura:

[…] We passed on to a small pantry and entered the dining room, parallel to the parlor we had already admired. I noticed a white sock on the floor. With a deprecatory grunt, Mrs. Haze stooped without stopping and threw it into a closet next to the pantry. We cursorily inspected a mahogany table with a fruit vase in the middle, containing nothing but the still glistening stone of one plum. I groped for the timetable I had in my pocket and surreptitiously fished it out to look as soon as possible for a train. I was still walking behind Mrs. Haze through the dining room when, beyond it, there came a sudden burst of greenery — "the piazza," sang out my leader, and then, without the least warning, a blue sea-wave swelled under my heart and, from a mat in a pool of sun, half-naked, kneeling, turning about on her knees, there was my Riviera love peering at me over dark glasses.

It was the same child — the same frail, honey-hued shoulders, the same silky supple bare back, the same chestnut head of hair. A polka-dotted black kerchief tied around her chest hid from my aging ape eyes, but not from the gaze of young memory, the juvenile breasts I had fondled one immortal day. And, as if I were the fairy-tale nurse of some little princess (lost, kidnaped, discovered in gypsy rags through which her nakedness smiled at the king and his hounds), I recognized the tiny dark-brown mole on her side. With awe and delight (the king crying for joy, the trumpets blaring, the nurse drunk) I saw again her lovely indrawn abdomen where my southbound mouth had briefly paused; and those puerile hips on which I had kissed the crenulated imprint left by the band of her shorts — that last mad immortal day behind the "Roches Roses." The twenty-five years I had lived since then, tapered to a palpitating point, and vanished.

I find it most difficult to express with adequate force that flash, that shiver, that impact of passionate recognition. In the course of the sun-shot moment that my glance slithered over the kneeling child (her eyes blinking over those stern dark spectacles — the little Herr Doktor who was to cure me of all my aches) while I passed by her in my adult disguise (a great big handsome hunk of movieland manhood), the vacuum of my soul managed to suck in every detail of her bright beauty, and these I checked against the features of my dead bride. A little later, of course, she, this nouvelle, this Lolita, my Lolita, was to eclipse completely her prototype. All I want to stress is that my discovery of her was a fatal consequence of that "princedom by the sea" in my tortured past. Everything between the two events was but a series of gropings and blunders, and false rudiments of joy. Everything they shared made one of them.

I have no illusions, however. My judges will regard all this as a piece of mummery on the part of a madman with a gross liking for the fruit vert. Au fond, ça m’est bien égal. All I now is that while the Haze woman and I went down the steps into the breathless garden, my knees were like reflections of knees in rippling water, and my lips were like sand, and —

"That was my Lo," she said, "and these are my lilies."

"Yes," I said, "yes. They are beautiful, beautiful, beautiful."

maio 28, 2008

Diogo Mainardi está errado. Infeliz, provavelmente não ouviu o melhor disco do ano. Amém, Al Green.

maio 25, 2008

concertos pra juventude

Pra cantar junto, clique:

tu lêgarçon zêlêfi dêmonage se proméne danlarrú dêpardê
tu lêgarçon zêlêfi dêmonage save bian CQC dêtrêrrê
êlêziê danlêziê
êlamén danlamén
içanvon amurrê sanperdir landimén
uimemuá jeveseli parlêrrú lamanpéne
uimemuá jeveseli car perso ne neméme

mê jurcan me menuí
son tantu puan parréi
san juaê plan dan nuí
person ne mirmir jêtemmm ah monorréi

tu lêgarçon zêlêfi dêmonage fontansan dê projé davenir
tu lê garçon zêlêfi dêmonage save trébian C Q mê vê dir
êlêziê danlêziê
êlamén danlamén
içanvon amurrê sanperdir landimén
uimemuá jêvêseli parlêrrú lamanpéne
uimemuá jêvêseli car perso nê neméme

mê jurcan me menuí
son tantu puan parréi
san juaê plan dan nuí
ô can don pur muá bri êrrá lê soléi?

con lêgarçon zêlêfi dêmonage conétré j-biantô C Q lamur?
con lêgarçon zêlêfi dêmonage je me deman can viandralêjur
ulêziê dan sêziê
êlámén dançamén
jorrelê querrêrrê san pérdi landimen
lê jur uh jenorré pliditu lámanpénne
lê jur uh muá ôssi jorré quel can quiméme

maio 23, 2008

Here is a true story about Samuel Beckett that is not in any of the many books about him.

maio 22, 2008

post pra fazer marcio guilherme voltar a postar

Está há mais de uma semana no ar, mas só hoje assisti a apresentação (e vejam como habilmente evitei o substantivo "palestra") de Malcolm Cabelo Gladwell, na New Yorker Conference deste ano, pequena mostra do tema de seu próximo livro, que sai em novembro. De uma certa maneira, ele termina mostrando quão péssimos são os critérios que esse pessoal de RH usa na hora de escolher quem é o melhor pra ser contratado. Adianto: é bem difícil negar razão a ele (nem tente), e fica ainda mais difícil depois que a gente topa com a notícia de que, há alguns anos, uma dinâmica de grupo para jornalistas não selecionou Alexandre Soares Silva.

maio 20, 2008

como postar quando se tem preguiça sem necessariamente produzir um post preguiçoso

Tipo, transforme em post um e-mail com informações úteis que você enviou a alguém. Por exemplo, falei um pouco de compra de livro importado num e-mail que escrevi pra um amigo. Sim, seu pedante, importar livro ainda não faz parte do cotidiano de todas as pessoas; tem gente que tem medo, sabia? Também tem gente que só importa pela amazon. Sobre isso, escrevi:

Rapaz, se ligue. O conceito de livro usado nos EUA não é o mesmo que o nosso. Quem me alertou pra isso foi meu cunhado. Antes, eu, como você, só comprava novo, e gastava por isso os olhos da cara. Foi ele quem me disse: "Velho, pode comprar o que eles chamam de used, que você vai ver. Vem novinho". E é verdade. O livro vem inteirão. Por exemplo: se o livro fica sem a dust jacket, pra eles, o livro já é usado; se o livro tem uma grifadinha, mesmo intacto, já é usado; tem livros que você nem consegue saber por que é que eles tão dizendo que é used. Não compre livro novo mais, não. Vai por mim. Tenho um monte used aqui em casa e estou bastante satisfeito.

E outra. Quando for comprar, compre pela betterworld.com, que o frete é quase de graça; muito melhor que a Amazon, em termos de $.

Uma outra maneira de tornar seu post ainda mais relevante é resgatar um post importante a que as pessoas já não dão tanta atenção. Por exemplo, falando do mesmo assunto do e-mail citado porém trazendo mais dicas, estes posts de Felipe Ortiz.*

* (Se o texto vier cheio de interrogações em lugar de letras, e você estiver usando mozilla, vá ao campo exibir no menu do navegador, depois em codificação, e escolha Ocidental (ISO-8859-1). Funcionou, aqui.).

maio 19, 2008

Enquanto Angeli homenageia Laerte, David Lynch, à la Wando, enfia calcinha na boca.

maio 17, 2008

Cumprindo a promessa feita, a página dos wunderblogs.com virou uma espécie de memorial, mantendo a maioria dos arquivos e anunciando os novos endereços dos que continuam a blogar.

Só faltou dizer que, além de um pouco de DGR aqui, o Blogauti, a Colorina e a Nibelunga também continuam (se era segredo, me desculpem, eu não sabia!). E não esqueçam: apelar sempre é possível.

minha vida em ciclos

Entro no google reader, que me acusa centenas de itens a serem lidos, e fico angustiado porque sei que não vou conseguir ler todos eles. Então cancelo a assinatura da maioria dos blogs e deixo apenas os essenciais. Acontece que esses blogs que eu reputo essenciais não são muito prolíficos. Então quando eu entro no google reader de novo, pouco menos que uma dezena de itens me espera, e eu acabo lendo tudo em poucos minutos. Só que aí eu fico angustiado por não ter mais posts pra ler. E volto a assinar a maioria dos blogs que havia cancelado da última vez, de maneira que algumas horas depois, quando entro no google reader de novo, ele me acusa novamente centenas de itens a serem lidos, e eu fico angustiado etc. e tal.

me dis como fas/

maio 14, 2008

David Remnick não achou que era suficiente escrever este excelente perfil sobre um sujeito obcecado que há 27 anos apresenta na rádio KCRW um programa diário dedicado estritamente a Charlie Parker. Montou também uma lista dos 100 álbuns de jazz mais importantes, mapa para não-iniciados como eu. Se seu nome nem é Ruy Goiaba, nem Noronha, pode ser que lá existam discos que você ainda não ouviu.

maio 13, 2008

pensando o "quem sou eu" do orkut

Espantoso que ainda não tenhamos tido notícia de investigação séria sobre o "quem sou eu" do orkut―espaço em que o usuário da rede social manipula a imagem de si que espera produzir para os outros. Os freqüentadores do sítio bem o sabem: não é incomum que ali se encontrem citações, poemas, frases enigmáticas, letras de música, bulas de remédio. Os exemplos são vários, mas o objetivo, no mais das vezes, parece ser o mesmo: comunicar―preferencialmente de maneira irônica e/ou sarcástica―o quão esperto e bacana é o indivíduo responsável pelo perfil virtual, mesmo que isso não possua lastro empírico.

A partir de hoje, vamos analisar/pensar alguns "quem sou eu". Acreditamos que este campo de investigação pode justificar a existência de bolsas de pesquisas e departamentos inteiros. Da análise do discurso do usuário sobre si mesmo, esperamos extrair o significado último, quando existir algum. É importante advertir que observaremos o comportamento de espécimes aleatoriamente selecionados; não nos valeremos de nossas ferramentas de análise para atingir a honra e a fama de quem quer que seja (exceto, claro, se o desejarmos). A fim de evitar processos e ameaças de morte, não deixaremos links, nem identificaremos nossas cobaias; garantimos que tudo é 98% não-ficcional. Porque entendemos que os enunciados que orientam as investigações científicas devem ser testáveis intersubjetivamente, convidamos ao debate na caixa de comentários os pares minimamente inteligentes que não tenham halitose. Nossas glosas vêm em itálico, e eu não sei por que estamos usando a primeira pessoa do plural (how creepy).

Primeiro espécime: R. M., sexo feminino.

quem sou eu: Eu sou eu e minhas ocasiões !?!?!

Leitora de Ortega y Gasset. Também é digno de nota o uso idiossincrático dos sinais de pontuação. Influência de Cummings? Seja como for, o espécime demonstra sólida formação cultural.

SE VC NÃO MERECE...MUITO MENOS EU....MAS FAZER OQ SE ACONTECE...O GEITO TALVEZ SERIA MATAR A TODOS QNDO SE TEM VONTADE

O espécime se define como alguém que se resigna diante dos reveses que a vida apresenta (FAZER OQ SE ACONTECE). Manifesta, porém, possível tendência ao crime (O GEITO TALVEZ SERIA MATAR A TODOS QNDO SE TEM VONTADE).

Têm dias !? ! ? ! e dia ... sabe aquele no qual nada se tem vontade de fazer a não ser pensar na vida de uma forma simples e simbolica a tal ponto que o chão parace esta longe dos pés e o céu não parece tão distante....

Maconha.

[Suprimiu-se o trecho de encerramento: um poema desnecessário, onde figurava o verso "Ela é dela".]

maio 12, 2008

Fábio Danesi Rossi, o primeiro a chegar de , depois do apagar das luzes, foi seguido pelo blogueiro-palindromista César Miranda; e agora é a vez de Alexandre Soares Silva. Pro apostos.com ficar melhor que isso só se Igor resolvesse voltar a postar.

maio 09, 2008

genialmente incompreensível

É fato: a morte de seu filho fez nascer um novo Laerte, muito diferente do que criou os (grandes) Piratas do Tietê. Há quem goste, ache genial; e há quem não goste, ache incompreensível. Genial ou incompreensível? A mim, não importa. Contanto que ele continue fazendo tiras como a de ontem...

momento Pulíticu$ du Brasiu

Espero que a esta altura do campeonato todos já conheçam a série Pulíticu$ du Brasiu, da Nova Corja, que informa ao público interessado, e ao não-interessado também, quais são as proposições legislativas dos parlamentares brasileiros. Graças ao trabalho daqueles abnegados patriotas, ficamos sabendo, por exemplo, que determinado deputado deseja que se denomine a segunda ponte sobre o Estreito dos Mosquitos na BR - 135, ligando a Ilha de São Luís ao continente, de Ponte Governador Ivar Figueiredo Saldanha; que um outro quer instituir o Dia Nacional do Motorista de Ambulância; e que há um que propõe seja instituída a “Medalha do Mérito Desportivo Adhemar Ferreira da Silva”―projeto, este último, mais que merecedor de aprovação, já que, bem, você sabe:

adhemar.jpg

Julgo que seria interessante se a Nova Corja também nos dissesse quais desses relevantes projetos são aprovados e viram lei. Simples levantamento, que levou em conta apenas o corrente ano, revela que o Brasil, graças ao seu produtivo Congresso Nacional e à sanção de sua esclarecida Presidência da República, possui leis como a 11.642, que determina se considere o Município de Iguape, localizado no Estado de São Paulo, o Berço da Colonização Japonesa no Brasil; a 11.654, que institui o dia 4 de dezembro como o Dia Nacional do Perito Criminal; a 11.655, que denomina Ordem do Mérito das Comunicações Jornalista Roberto Marinho a Ordem do Mérito das Comunicações; a 11.657, que institui o dia 18 de agosto como o Dia Nacional do Campo Limpo; e a 11.660, que denomina Ponte Sérgio Ceotto a ponte sobre o Rio Doce na BR-259, no Município de Colatina, no Estado do Espírito Santo.

O meu nome é Tiago A., sou brasileiro, e amo o meu país.

maio 07, 2008

< 2002 > wunderblogs < /2008 >

Vem do Altamente Derivativo a notícia de que

wunderblogs se foi, moribundo já há um tempo. Não devo ser o único que os encontrou em tenra idade e ficou (falando honestamente) todo animadinho, todo ouriçadinho. Que comprou o livro e resmungava de tempos em tempos com amigos que não havia nada melhor por aí, etc. Releu arquivos do dante e do mozart mesmo sem entender com tanta frequência, tal e coisa. Agora não há muito o que dizer. Está é apenas uma formalidade, né, uma incerta de sua própria seriedade nessa terra de tantas internetes. If you have to ask, vá pros arquivos enquanto eles existirem.

Ele diz que não deve ser o único; e não é mesmo. Identificação total, aqui. Também os encontrei em tenra idade. Também fiquei todo animadinho/ouriçadinho. Também comprei o livro e resmungava etc. Também reli arquivos que não entendia. E também estou meio triste.

Hélas, c'est fini:* vai aqui um brinde ao portal amarelo-mostarda, cuja importância inda não foi devidamente reconhecida, mas será, escreva aí. Daqui a dez, vinte anos, você vai ler isto―

[...] fomos bem melhores do que a turma do Pasquim, essa turma de baby-boomers cariocas que apóia governos e nunca vai calar a boca

―e ver que não havia razão pra achar que aí tinha ironia.

_______

* Nos comentários ao post de Andreis, Juliana, do Miss Veen, anuncia, "Acho que manteremos um memorial no ar, sim, com o arquivinho dos que morreram de vez, e link para os que ainda estão/estarão ativos em outros lugares."

maio 01, 2008

hãããããããã

E assistindo os vídeos de Paul Muldoon neste site que eu linquei abaixo, lembrei de uma coisa sobre a qual eu queria falar já há um tempo. É que o modo como ele fala lembra aquele tipo peculiar, muito comum em bons professores; o tipo de fala dos indivíduos que dedicaram grande parte do tempo de suas vidas a uma determinada atividade e por causa disso chegaram aonde estão hoje: um patamar superior com relação ao resto dos homens. É uma fala em que as pausas comunicam um certo respeito que essas pessoas parecem ter pelo próprio fenômeno da comunicação; é como se elas dissessem "Olha, [pausa] eu sei que é quase um milagre que a gente esteja entendendo pelo menos um pouco do que um está dizendo ao outro, [pausa] então vou fazer algum esforço para não atropelar você [pausa] e para deixar cada coisa que eu disser se ajeitar bem direitinho na sua cabeça antes de passar para a próxima, [pausa] ok?". E gente feito Muldoon faz esse esforço sem parecer estar fazendo esforço algum—mas, ora, esse é justamente o traço que mais nos chama a atenção nessas pessoas que fazem muito bem as coisas que escolheram fazer: elas fazem algo que requer *muito* esforço para ser feito dando a impressão de que não estão se esforçando nem um pouco (vide Romário).

romario-777774.jpg

Romário

Mas todo mundo tá ligado que pra impressionar certos tipos de pessoas, não é preciso dedicar grande parte do tempo de uma vida ao projeto de fazer algo muito bem; basta parecer ter feito isso. Sabendo disso, alguns desenvolvem o péssimo hábito de imitar a maneira de falar de caras como Muldoon. Nele, é até elegante; mas nesse outro pessoal, fica algo triste, porque caricato. Diz pra mim se não é verdade que você quase consegue tocar a tristeza que emana daquele seu amigo afetado quando ele resolve antecipar toda frase dele com um hããã. Juro que se eu dispusesse dos meios, encontraria um jeito de diagnosticar aí alguma espécie de patologia, cujas formas mais graves constrangem e deprimem deveras; mas eu sei que nunca vou conseguir fazer isso, mesmo porque até bem pouco tempo atrás, eu não tinha nem um nome pra aludir a este cacoete infeliz. Verdade que agora, pelo menos, um nome eu tenho (em inglês, at least); foi lendo um certo livro que o encontrei. Isso que essa gente tem, atenção, se chama cultured stutter. Cultured stutter. Sugira uma tradução, por favor.

Qual o melhor jeito de usar a internet? De que maneira ela está mudando as relações humanas? Onde nós estamos? Jason Kottke responde a essas e outras perguntas aqui nestes videozinhos. No mesmo site, há ainda entrevistas com Jonathan Franzen, David Remnick, aquele cara dos Fugees e mais um monte de gente. E não deixem de ver o conselho de Paul Muldoon para vocês, jovens poetas.