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Tenho cinco minutos para deixar registrado que In The Wee Small Hours é um disco que reformulou, para mim, não apenas o que eu entendia por Álbum Conceitual*, mas o próprio conceito de Tristeza. Ele não exige que você esteja triste para criar a identificação que diferencia um disco qualquer de uma obra de arte. Você pode estar felicíssimo da vida: ouça o disco e vai entender perfeitamente o que é ser triste. Ouvindo sem parar há duas semanas desde que um amigo fez o favor de me apontar mais esta lacuna em minha formação. Sinatra canta Fools rush in, so here I am/ Very glad to be unhappy/ I can't win, but here I am/ More than glad to be unhappy e faz você acreditar em cada sílaba. Baixe imediatamente.

* Diz-se, aliás, que este foi o primeiro Álbum Conceitual. Frank Sinatra aproveitou a invenção do LP para― ah, lê aqui, tô com pressa. Tchau, baixe o disco.

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Caro Tiago A., cheguei aqui via Sérgio e confesso que nunca linkei um blog no meu (tá certo isso?) tão rápido quanto hoje - espero que você não se ofenda. Sobre o assunto do post, você não sabe como é reconfortante perceber que alguém ainda se dispõe a ouvir e compreender "In The Wee" nos dias de hoje. Ou talvez saiba, sei lá. Gosto muito dele, mas não chega a estar na categoria discos-da-minha-vida como os meus 4 preferidos do Frank estão. Um deles, Swing Easy, considero meio que a contraparte de "In The Wee", porque apesar de as letras das músicas serem, bem, basta ler o título de uma delas: "I'm gonna sit right down and write myself a letter (and make believe it came from you)", o disco não é propriamente triste: é um disco de "feeling sorry for yourself", mas com um lirismo, com um bom-humor, com os arranjos tão lindos do Nelson Riddle, que chega a dar vontade de sofrer por amor só pra poder sair por aí cantando "All of me" com propriedade. Você conhece esse? Outro que vale a pena baixar. Grande abraço, voltarei sempre aqui!

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