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novembro 30, 2007

como usar os porquês

Comecemos pelo porquê separado e sem acento, o qual pode ser usado em duas ocasiões. A primeira: quando, ao fazer uma pergunta, o porquê não estiver colado num ponto de interrogação; porque, neste caso, ele também será separado, mas terá acento. Por quê? Não sei. É assim. Também usa-se o porquê separado e sem acento quando se quer falar o motivo, o modo, a maneira, o caminho etc. por que algo acontece etc. suprimindo a palavra motivo, modo, maneira, caminho etc. Também não sei por que (motivo) é assim. Mas é; continuemos. Use o porquê junto com acento sempre que ele for antecedido pelo artigo o―sozinho, ou numa contração, como na primeira frase do post. Já o porquê junto e sem acento, escreva-o quando quiser explicar uma coisa, ou quando quiser mostrar a causa de uma coisa. No primeiro caso, há vírgula; no segundo, não. Espero que você tenha acompanhado o raciocínio, porque fui o mais didático que pude. E só fi-lo porque kg. No próximo post, como fazer miojo.

novembro 28, 2007

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Christopher Hitchens. Ateu. Metrossexual.

novembro 27, 2007

Como assim John Updike falando de dinossauros na National Geographic?

Falando em, leia esta resenha o quanto antes (Criticism is a private service made public, and how many people go into writing with the hope of becoming servants of the public good?).

novembro 25, 2007

copa 2014

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O governo do Estado da Bahia vem a público lamentar a tragédia ocorrida no estádio da Fonte Nova durante o jogo Bahia e Vila Nova e prestar total solidariedade a todas as famílias das vítimas do acidente. A secretaria de Saúde está tomando todas as providências para atendimento aos feridos e está determinando também a imediata intedição da Fonte Nova e realização de uma perícia para apurar as causas do acidente.

Não precisa de perícia. Causa do acidente = incomPeTência. O estádio é do governo? Então a culpa também é.

novembro 24, 2007

geouauuauuoooaurgia

Li nalgum lugar, já não lembro onde, que tipo, sem chance de uma cantora como Ella (não-loira, não-gostosona) fazer sucesso no mundo de hoje. Concordo. Vejam Britney Spears, coitada, o quanto tem sofrido só porque adquiriu umas pelancas e anda sem calcinha, mesmo tendo lançado um disco que dizem ser bom -- não ouvi, nem irei, mas bem, disseram que é bom.

Portanto, sem chance mesmo, pena. Mas pra quê presente se temos o passado? Folheia-se esse livro de Ruy Castro sobre jazz e lê-se boas anedotas sobre Ella. Que a maioria das músicas dos songbooks foi gravada de prima, por exemplo, pire aí. Alías, viva a internet em mais esse ponto. Alguns cliques e os 16 discos vão parar no teu HD. Ilicitamente, claro, mas ah. Tem essas más línguas que dizem que jazz é o gênero preferido de quem não saca patavinas de música e essas péssimas línguas que dizem que Ella é a cantora preferida de quem não saca nada de jazz, mas nhé. Toma.

Nota biográfica para meus netos: vim a gostar dela porque entendia quase tudo o que ela cantava quando comecei a aprender inglês. Você nunca ouviu determinada palavra ser pronunciada corretamente até ouvi-la em Ella. Até hoje não entendo como ainda há professores de inglês que não vêem as possibilidades didáticas de um disco de Mrs. Fitzgerald.

novembro 23, 2007

Símile existencialista da vida como folha de papel em branco já tão gasto de tão mal-citado e -empregado por adoles- e adultescentes que utilizá-lo num contexto não-irônico é temerário, mas é o que eu farei. Vida como folha de papel em branco -- ou, melhor, documento novo em editor de texto, cursor piscando opressivamente, como se em riste, quero ver cê se atrever a manchar a brancura dessa tela, 'shperimenta. E tantos fogem do desafio, refugiando-se em suas atividades profissionais várias, definindo-se pelo que fazem, eu sou o meu trabalho. Sempre os vi como a gringos em línguas incompreensíveis e das primeiras certezas que firmei na vida estava: não, não vou ser o que eu faço para ganhar $. Mantenho essa e tenho pensado em firmar outra, semelhante, quase mesmo campo. Antes de conhecer as pessoas, tem-se agora acesso a todos os seus gostos -- pense em lastfm --, o ambiente convidativo para que você mostraí tudo que você gosta -- ou tudo o que acha que vai ser legal os outros acharem que você gosta --, de modo tão ostensivo quanto opressivo, estou em centenas de comunidades no orkut etc. Eu, vitrine. E o imperativo do monopólio do gosto: personalidade, originalidade, individualidade é ser a única pessoa que gosta desse cineasta cambojano aqui. Estar no mundo passa a ser afimar gostos a todo momento e a desprezar os imbecis que calharam de gostar da mesma coisa, bunch of sophomores. Tome os indies, p. ex. Terror de indie = perceber que descobriram a banda de que ele gostava, e o que era tão definitivo na vida do indie até cinco minutos atrás é descartado -- vamo descobrir a próxima. Existem dúvidas sobre a possibilidade de fruição estética verdadeira num ambiente desses, alguém estude isso. A arrogância sem charme de referências como figurinhas, veja, veja, completei meu álbum, eu tenho, você não. Porque se sou aquilo de que gosto e se só conheço uma pessoa maravilhosa que gosta dessa coisa de que eu gosto (eu), então ÊÊÊ, VIVA. Como sou especial.

novembro 19, 2007

ajude Alfredo

Numa certa manhã, a mulher de Alfredo disse que o maior defeito dele é que ele quer ter razão sempre. Surpreso e ainda meio sonolento, Alfredo passou a preparar os argumentos que iriam convencer sua mulher da falsidade desta declaração (Alfredo não acha que quer ter razão sempre). Entretanto, após alguns segundos de reflexão racional, Alfredo percebeu que a discussão poderia durar horas mas só acabaria em:

1) dizer "Querida, cê tá errada―isso não é verdade, eu não quero ter razão sempre". (E assim―querendo ter razão no debate sobre a validade da declaração de que ele quer ter razão sempre―admitir involuntariamente que ela está certa.)

ou

2) dizer logo "É, cê tá certa", reconhecendo que quer ter razão sempre―menos agora. (E tentar utilizar isto como prova de que não quer ter razão sempre.)

Tanto em 1 quanto em 2, Alfredo estará dando razão a sua mulher. Alfredo, no entanto, realmente quer ter razão sempre―e queria ter aqui também. Apesar de 2 parecer a melhor solução, sua missão é encontrar 3: um jeito de mostrar que a mulher de Alfredo está errada. (Limite máximo de linhas: 10)

novembro 16, 2007

primo geek, clica no link

Dois números tirados do perfil que a Wired fez do carinha do xkcd: (a) 23: idade; (b) entre 60 e 70 milhões: pageviews do site em outubro passado.

novembro 14, 2007

Sim, eu acredito que a tradução deve ser fiel ao original. Aliás, eu acredito na existência de originais. Para você ver como eu estou em desacordo com as posições dominantes no campo dos estudos da tradução!

Pedro Sette Câmara entrevista Paulo Henriques Britto.

Pietro Nassetti, quem é você?

"Se esse cara trabalhasse 24 horas por dia durante 60 anos, não traduziria nem a décima parte disso"

Ivo Barroso falando sobre Pietro Nassetti, nome que assina um bom número das traduções de obras clássicas publicadas pela Martin Claret, que está sendo acusada de plágio (matéria completa da Folha na extended entry, via Cisco Costa). Como (graças a Deus) o auto-respeito e o pudor de ser visto com uma porra daquelas na mão nunca permitiram que eu lesse uma das edições de bolso da Martin Claret―capas horrendas, paginação que avança sobre o texto, aquela introdução tão ridícula quanto onipresente, intitulada "Por que ler?"―, não pude desconfiar que se tratava de plágio, mas sempre achei que esse Pietro Nassetti era tão ficcional quanto a maioria das obras que ele dizia ter traduzido. Minha hipótese, porém, era a de que ele não passava de um nome aleatório batizando uma equipe de estagiários. Jesus, como fui ingênuo.


São Paulo, domingo, 04 de novembro de 2007

Editora plagiou traduções de clássicos

Editora Martin Claret publicou "Os Irmãos Karamazov" e "A República", entre outros, com cópias de traduções alheias

Com cerca de 500 livros de bolso no catálogo, empresa fundada na década de 70 negocia venda de 75% de suas ações para a Objetiva

LUIZ FERNANDO VIANNA
DA SUCURSAL DO RIO

Em negociação para ter 75% de suas ações compradas pela Objetiva, braço brasileiro do poderoso grupo espanhol Santillana/Prisa, a Martin Claret é uma editora que já plagiou traduções. Os nomes dos verdadeiros tradutores foram omitidos e seus direitos, violados.
Criada nos anos 70, em São Paulo, pelo gaúcho Martin Claret, a empresa tem em seu catálogo cerca de 500 títulos de domínio público (de escritores mortos há mais de 70 anos) publicados em formato de bolso (preços de R$ 10,50 a R$ 18,90). Quatro casos de plágio estão confirmados: edições de "Os Irmãos Karamazov", "A República", "As Flores do Mal" e de três novelas de Franz Kafka reunidas num único volume-"A Metamorfose", "Um Artista da Fome" e "Carta a Meu Pai".
Lançada em 2003, a edição de "Os Irmãos Karamazov", de Fiodor Dostoievski (1821-1881), tem como tradutor um certo Alexandre Boris Popov, que não consta entre os poucos nomes que costumam passar obras do russo para o português. Na verdade, é cópia da tradução concluída em 1944 por Boris Schnaiderman para a extinta editora Vecchi.
As versões são praticamente idênticas. Apenas algumas expressões foram trocadas pela Martin Claret, como "muito encontradiço" por "bastante freqüente" na primeira página. Schnaiderman, um dos maiores especialistas em literatura russa do país, assinou o trabalho com o pseudônimo de Boris Solomonov e o renega.
"Eu era muito novo, precisava de dinheiro e cometi uma leviandade. Fiz o que podia na ocasião, mas minhas condições eram limitadas", diz ele, que, aos 90 anos, não pensa em processar a Martin Claret. "Na minha idade, quanto menos complicação, melhor", justifica.
Ele foi alertado do plágio pela editora 34, que pretendia lançar sua tradução, mas, diante da recusa, encomendou uma a Paulo Bezerra para 2008.

Coincidência impossível
"A República", de Platão (428/27 a.C. - 347 a.C.), saiu neste ano pela Martin Claret com tradução assinada por Pietro Nassetti. O repórter Euler de França Belém mostrou na edição de 14 de outubro do jornal "Opção", de Goiânia, que o texto é uma "adaptação" -com mudanças de palavras para ficar mais "acessível"- da tradução de Maria Helena da Rocha Pereira, uma das maiores especialistas portuguesas em Grécia Antiga.
A Folha confrontou os dois livros e comprovou que as diferenças são insignificantes, coincidência impossível no caso de uma tradução tão complexa. O livro da Fundação Calouste Gulbenkian foi lançado em Portugal em 1972 e está na 10ª edição. Procurada, a fundação não comentou o assunto.
No caso de "As Flores do Mal", outro lançamento de 2007 assinado por Nassetti, foi o poeta e tradutor Ivo Barroso quem apontou o plágio num artigo na revista virtual "Agulha". A edição copiada é de 1958, da série Clássicos Garnier, da Difusão Européia do Livro, com os versos de Charles Baudelaire (1821-1867) traduzidos pelo poeta paulista Jamil Almansur Haddad (1914-1988).
"É impossível haver identidade absoluta entre todos os versos de um poema. O máximo são dois versos iguais. Mas as únicas mudanças feitas foram de palavras difíceis por outras de mais fácil compreensão, e ainda alterando a métrica e a rima", explica Barroso, tradutor da poesia completa de Rimbaud. Herdeiros de Haddad não foram encontrados pela Folha.

Tradução 24 horas?
Em 2000, respondendo a uma intimação judicial da Companhia das Letras, a Martin Claret reconheceu ter usado uma parte das traduções de Modesto Carone para três novelas de Kafka (1883-1924): "A Metamorfose", "Um Artista da Fome" e "Carta a Meu Pai".
Indenizou Carone e retirou de circulação o livro, que tinha como tradutores Nassetti e Torrieri Guimarães.
A nova edição, de 2007, é assinada só por Guimarães, um jornalista de 74 anos que fez várias traduções de Kafka para a editora Hemus e de outros autores para a Martin Claret.
Um caso menos grave é o da editora Hedra, que reconheceu notas de sua versão de "Metamorfoses", de Ovídio, nas da Martin Claret.
Como a tradução e a maioria das notas são do poeta português Bocage (1765-1805), que já está em domínio público, descartou-se medida judicial.
Suspeita-se que muitos outros livros da Martin Claret usem traduções plagiadas, já que poucos e desconhecidos nomes -como Alex Marins e Jean Melville- assinam um arco eclético de títulos.
Pietro Nassetti teria traduzido Shakespeare, Maquiavel, Descartes, Rousseau, Voltaire, Schopenhauer, Balzac, Poe e outros.
"Se esse cara trabalhasse 24 horas por dia durante 60 anos, não traduziria nem a décima parte disso", afirma o especialista Ivo Barroso.
Segundo o artigo 184 do Código Penal, os plagiadores estão sujeitos a detenção de três meses a um ano. Na área cível, podem arcar com danos morais e materiais.

novembro 13, 2007

meio

inevitável que uma hora ou outra em todo mundo que já bloga faz um tempo bata uma êêê saudade dos inocentes dias do começo da década quando ainda estávamos quase todos inebriados com o som de nossos próprios teclados, falando para ninguém―todo mundo blogger.com―dizendo coisas inúteis porque ora ninguém vai ler mesmo isso aqui vai assim mesmo. Quando não havia necessidade de ser 100% cinicamente irônico para ser cool, para ser aceito, porque tipo, não havia ninguém para aceitar. Caixas de comentários não eram salas de bate-papo, descobrir um blog bom de um sujeito lá de Santa Catarina era fato suficiente para nos trazer um sorriso que demorava um bom tempo para se desfazer, quando aqueles que nunca diriam aquelas coisas em público resolveram dizer ora por que não e disseram coisas muito bonitas porque completamente inúteis, vejam lá, tá nos arquivos. Era o tempo antes do adsense, o tempo antes do ad hominem. Como é que é mesmo aquela tradução pra unselfconscious?

novembro 12, 2007

Elvis, da cove, compartilhando os seus conhecimentos serigráficos (em pdf). Chegaram hoje as camisetas que lá adquiri após uma negociação rápida, inodora e indolor. Mui belas.

novembro 11, 2007

radiohead webcast

ok, vou partir do pressuposto de que você, como eu, tem mais o que fazer, não visita o blog do Radiohead on a minute-to-minute basis e ainda não sabe que rolou um webcast (ao vivo) dos caras na www.radiohead.tv nos dias 8 e 9 p.p.

Se é esse o caso, clica:

O que rolou foi o seguinte. Radiohead resolveu fazer um programa para celebrar o disco novo―tocaram algumas músicas ao vivo, fizeram covers de outras (de Smiths, New Order, Björk, essa gente), puseram alguns videoclipes engraçadinhos de mais algumas do In Rainbows no ar (misturaram 15 steps com Se7en, e.g.) e discotecaram outras tantas ("Take It Easy My Brother Charlie" inclusive). O programa do dia 8 se chamou Entanglement; e o do dia 9, Thumbs Down (segundo Thom Yorke, não era pra galera esperar qualidade, pq não ia ter nenhuma).

Se você, como eu, perdeu, sempre há o recurso ao u-tube né:

Procura o resto .

(Valeu, Marcus!)

obituário é isso aí

Louis Menand fala sobre o finado Norman Mailer:

It is important to acknowledge, though, that he was a singularly bad performer. He entertained and he instructed, but he also irritated, alienated, baffled, and appalled. He told dirty jokes that were not funny, and he tried on outfits and accents that were preposterous—a Jewish boy from Brooklyn, he sometimes dressed like a sea captain and affected a Texas drawl—and he had a few moments, deservedly notorious, of disastrous misjudgment. Even people who wished him well, and who loved the fact that, good, bad, or ugly, he was always in the game, were obliged to cope with a lot of moral and intellectual klutziness.

novembro 10, 2007

estória

Era uma vez uma garota que estudava numa escola que ficava a poucos metros da casa dela. Todos os dias, na hora do recreio, em vez de lanchar na escola, a garota ia lanchar em casa. Ela tinha um irmão mais velho que gostava muito de ler aquelas estórias de Seleções e que estudava no turno oposto ao que a garota estudava. Não sei se ela estudava de tarde, e o irmão dela estudava de manhã, ou se era ela quem estudava de manhã, e o irmão dela estudava de tarde. Mas o fato é que, toda vez que a garota ia lanchar em casa, o irmão dela estava em casa também―quase sempre dormindo. Não tinha mais ninguém em casa, só ele, porque os pais deles saíam pra trabalhar. Era o irmão da garota que vinha abrir a porta pra ela, na hora do recreio. Só que tinha dias em que ele não acordava e deixava a garota gritando que nem uma louca do lado de fora. Nesses dias a garota não lanchava e voltava pra escola com fome. Ela não gostava nem um pouco quando isso acontecia―e isso passou a acontecer muitas vezes. Na verdade, ela odiava quando isso acontecia. Ela gritava muito, não tinha como ele alegar que não ouvia, ela achava. A garota desconfiava que seu irmão ouvia os gritos e não vinha abrir a porta de propósito e por isso ela resolveu se vingar. Na surdina, ela deu pra arrancar as páginas das Seleções do irmão dela. No meio de uma estória, ela vinha e arrancava duas, três páginas, arrancava o final de outra, o início de algumas. E esse foi o modo que a garota encontrou pra se vingar do irmão, que não abria a porta pra ela na hora do recreio. Anos depois, essa garota casou com meu pai e me deu à luz.

novembro 09, 2007

eu, ergófobo

31 DE OUTUBRO

Uma palavra útil que eu ignorava: "ergofobia", cujo significado é "medo ou ódio do trabalho". Finalmente posso me definir numa palavra.

Palavras com que me identifiquei intensamente e que compõem um dos trechos do diário do crítico inglês Kenneth Tynan que a piauí publica neste mês, continuando o que havia começado no mês passado (anedotas da beautiful people e parafilia―ou seja, coisa fina). Como os novos trechos não estão no site da revista, você acaba de ganhar um segundo motivo para procurá-la nas bancas. O primeiro é a capa de Sempé.

novembro 05, 2007

Boing Boing, for the first five years, we never had a physical meeting. We had never all been in the same room until we had been in business for five years. We had 25 phone calls in the entire history of the business.

Trecho de entrevista de Cory Doctorow ao kottke.org. Só pra tipo lembrar que reunismo=RUÍNA.

reflita ok.

novembro 04, 2007

pronto, chora, vai

u nome desse cara ae eh mario ulloa e aqui ele tah tocano uma m´usica de augustin barrios clica no v´ideo q por causa dele q eu comecei a gostar de viol~^ao ele eh muito show vlwww!!1
e na extended entry tem mais 2 tomara q nao tirem do youtueb ^^



Todo Sentimento (Cristóvão Bastos/Chico Buarque)



Lamentos do Morro (Garoto)

novembro 02, 2007

drogadilheiros, uni-vos!

De cinco em cinco anos, anuncia-se a morte da Literatura, mas a arte que está prestes a bater as botas é outra: a Arte do Trocadilho. Parcela expressiva de meus amigos costuma encarar todo trocadilho como obra da cretinice humana, não importando o grau de elaboração―o que é deveras desolador. Mais desolador ainda é perceber que verdadeiros mestres na Arte do Trocadilho não recebem de seus contemporâneos o tratamento majestático merecido (daí os meses sem postar, acredito). Não sermos capazes de reconhecer a beleza de um trocadilho quando somos expostos a um é a maior prova de que nossas almas estão atrofiando sob o peso do filistinismo ubíquo, pensei eu hoje, num arroubo epifânico que me veio enquanto eu comia Fandangos, assistindo Malhação.

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Mas de que valeria um post que pretende valorizar a Grande Arte do Trocadilho se nele inexistissem exemplos de? Muito pouco? Pouquíssimo?

Nada, eu diria. Não é por outra razão, portanto, que minha contribuição e―espero―a de outros artistas abnegados passam a ser reunidas na caixa de comentários a sudeste deste ponto final.

novembro 01, 2007

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Rafael Andrade/Folha Imagem


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Rickey Rogers/Reuters

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Rafael Andrade/Folha Imagem


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Ricardo Nogueira/Folha Imagem

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Rickey Rogers/Reuters