setembro, 2007 Archives
set
como fazer um post preguiçoso sem precisar recorrer a uma conversa de msn
by tiago a. in Uncategorized
Hoje não vou poder passar o dia aqui na internet, como é meu costume, pois vou precisar sair pra renovar o estoque do soro (pra quem não sabe, eu fico o dia inteiro no computador, me alimentado de soro intravenoso). De modo que o post de hoje vai ser só um trecho de um papo que eu tava/tou tendo com Lucas Murtinho sobre literatura, papel da crítica e chatice de um modo geral.
3 Notas importantes: 1) “Blá, blá, blá” é a indicação de trechos suprimidos. 2) “Fulano” é o autor que serviu de mote pra nossa conversa. 3) “Um Outro Fulano” é um sujeito que falou uma coisa que eu achei legal e citei no meio da conversa pra demonstrar erudição.
Lucas M.: Blá, blá, blá. E surge daí outra pergunta/provocação: qual é o papel do crítico diante de uma obra cujo projeto estético não atende às suas expectativas de leitor? Blá, blá, blá. Mais: sem ter acesso às intenções do autor, é possível distinguir a chatice que surje da falta de talento da chatice que surje de um projeto literário?
Tiago A.: Blá, blá, blá. Mas às suas perguntas.
A primeira é: “qual é o papel do crítico diante de uma obra cujo projeto estético não atende às suas expectativas de leitor?”
Minha resposta é: explicitar suas expectativas de leitor. Não valorizo crítica asséptica e crítico que não revela seus gostos, a tal da crítica cotada em estrelinhas. Daí que, pra mim, não existe esse negócio de “colocar o gosto pessoal em segundo plano e discutir os objetivos do autor”. Há que se colocar o gosto pessoal em primeiro plano à medida em que se discute o texto (não o autor–mais sobre isso adiante). Não sei desenvolver muito bem o tema assim, abstratamente, tal, então recorro ao exemplo de James Wood. A essa altura, todo mundo já deve ter ouvido falar da implicância dele com o estilo que ele apelidou de Realista Histérico, saco em que ele põe boa parte da literatura em língua inglesa contemporânea (Rushdie, Delillo, David Foster Wallace, Pynchon, Dave Eggers, Zadie Smith et. al.). Pois mesmo discordando dele, mesmo reconhecendo que o gosto dele não é o meu, eu não deixo de ler uma resenha dele que trate de um Realista Histérico. Ali está um cara com um gosto definido, que a todo momento está lhe dizendo Se liga que eu não gosto disso aqui não, mas que dá ao objeto da resenha uma atenção tão awesome que no final você acaba colhendo mais insights de uma resenha dele do que da maioria das resenhas da galera que efetivamente gosta daquele projeto estético. Não tem como terminar a leitura de uma resenha de JW e sair com a impressão de que o cara não leu a parada. Isso eu acho massa. Blá, blá, blá.^^
Divago. Voltando ao assunto, vou aproveitar minha implicância com essa ênfase sobre a figura do autor para responder àquilo que identifico como uma segunda pergunta no seu comentário: “sem ter acesso às intenções do autor, é possível distinguir a chatice que surje da falta de talento da chatice que surje de um projeto literário?”. Eu acho difícil e dolorosamente subjetiva essa parada de identificar intenção de autor. Tipo, Fulano veio aqui e prestou seu depoimento sobre o efeito que queria produzir. Mas quem me garante que ele está sendo sincero? Ou, ainda, quem me garante que ele sabe realmente qual o efeito que queria produzir? Quem me garante que esse não é um discurso elaborado depois de o livro ter sido escrito? Quem me garante que a intenção dele era essa e que permaneceu essa? (E veja que não há aqui ofensa nenhuma a Fulano–só desconfio da sinceridade dele na mesma medida em que desconfio da sinceridade de qualquer escritor, esses sujeitos que, como todos sabem, mentem pra viver, cujo trabalho tem por essência a mentira, no fundo sendo isso o que nos faz gostar tanto deles; a gente adora que eles mintam, que eles nos enganem, é o que a gente mais quer quando vai até eles né: minta pra mim, autor, mente aí, na boa.) Sacou mais ou menos o que eu quero dizer? É basicamente por isso que acho melhor se ater ao texto. Claro que não é desprezível o discurso que um autor formula sobre sua própria obra; como diz Um Outro Fulano, isso “pode balizar uma leitura, alterar o campo semântico de um texto, instruir o leitor a respeito de sua tarefa interpretativa”. Se bem que eu tenha dúvidas quanto a necessidade de um leitor ser instruído/tutelado em sua tarefa interpretativa, concordo com o grosso do que ele diz aí. Acho apenas que essa é uma tarefa secundária, que a tarefa principal é encarar primordialmente o texto, confrontá-lo/relacioná-lo com outros textos (noto agora que, falando assim de textos, textos, estou perigosamente soando como um estruturalista seborrento, coisa que eu não sou, viu, gente, eu sou limpinho, tomo banho, tal). E aí dá sim pra “distinguir a chatice que surje da falta de talento da chatice que surje de um projeto literário”. Falta de talento é um troço que fede, tu percebe pelo cheiro. Voltando a JW, direto ele diz isso quando tá falando de David Foster Wallace: “Aqui tem um gênio trabalhando, talentosíssimo, tal, mas cujo projeto, infelizmente, eu acho chato pra cacete”. Pra resumir, eu continuo achando que perscrutar consciências é coisa de psicanalista. E se ater ao texto é a maneira possível de ser objetivo nessa parada tão subjetiva que é a crítica, pelo menos essa é a minha opinião.
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onde tiago a. discorda de andreis passarinho
by tiago a. in Uncategorized
andreis passarinho, do altamente derivativo, falou de Infinite Jest, dia desses. Tocou num ponto importante: dfw é mesmo um escritor moral. Não digo moralista porque a palavra tem conotações negativas, mas espero que você tenha entendido o que eu quero dizer. Se não entendeu, eu explico: o que eu quero dizer é que dfw é um escritor à Dostoiévski, daqueles que Nabokov detestava. E tenho quase certeza de que, se Nabokov estivesse vivo, ele ia detestar dfw, apesar do tanto que este deve àquele.
Como eu disse, essa é uma grande sacada e vale a pena ler o post de andreis por causa dela. É uma coisa que eu não vejo muita gente se dar conta. E no entanto, lá no finalzinho do post tem uma coisa com a qual discordo, uma parada que eu já vi outras pessoas defenderem. Não tenho muito tempo pra desenvolver meu argumento agora, mas vou citar um trecho do post lá ainda assim:
E a culpa é principalmente do próprio Foster Wallace, por ter meio que jogado o jogo que ele critica durante o livro inteiro. Soa sempre injusto culpar o autor pelas interpretações retardadas que fazem dele, mas você tem que fazer um esforço, quando se acredita que está ensinando certo e errado a alguém. Você tem saber que tipo de leitores o seu livro vai atrair, quem que vai aguentar as piruetas todas. Infinite Jest poderia certamente, ao menos, manter toda a sua estrutura em 600 páginas mais diretas, sem boa parte dos trechos que só estão lá porque são divertidos pra caramba (embora, em defesa deles, eles realmente sejam divertidos pra caramba). Teria que ser outro livro, absolutamente, com outro nome e o caramba, mas seria um romance melhor em todos os sentidos. Talvez não rendesse o hype todo, o folclore, tivesse outros leitores. Mas esse seria justamente o ponto.
Veja que eu ainda não terminei o Infinite Jest, mas já avancei o suficiente pra achar que a intenção de jogar o jogo que ele critica é um dos pontos altos do livro. É um grande jogo, muito bem montado, em que dfw critica o estado de coisas se valendo de elementos do próprio estado de coisas.
Não sei se me fiz entender. Tento de novo.
O livro é divertido justamente para botar o dedo na ferida do leitor que só espera ser entretido. E saber que o livro é, sobretudo, triste deixa o leitor inteligente (falo daquele que não está atento apenas às filuras) ainda mais reflexivo. Ele fica se repetindo Não, não era pra eu estar rindo dessas coisas.
Como em Pnin, tal.
O recado me parece ser precisamente este (veja que pretensão a minha: dizer qual o recado do Infinite Jest em um post de vinte minutos, Jesus): olha só, leitor, eu vou te contar uma tragédia, mas você está tão acostumado com o entretenimento e a televisão foi tão importante na formação da sua psique (olha o E unibus pluram aí) que é bem provável que você não perceba que a estória é uma tragédia e que queira ler o livro até o fim justamente por causa disso. Você vai ficar impressionado com a quantidade de vozes do livro, com as digressões, com a teoria dos jogos sendo explicada em uma nota de rodapé, e apesar de você, leitor, alguma coisa do que eu quero dizer vai ficar aí na sua cabeça, porque eu não passei três anos de minha vida escrevendo um livro de mais de 1000 páginas à toa. Eu queria dar um curto-circuito em você, ainda que você não estivesse plenamente consciente do fato de que estava rolando um curto-circuito em você, e eu duvido que eu não tenha conseguido, em algum nível.
Em resumo, Infinite Jest não seria um romance melhor sem as firulas. Simplesmente porque essa carga de subtexto aí não poderia ser dita de uma outra maneira.
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resenha
by tiago a. in Uncategorized
Oi. Terminei anteontem The Road. Primeiro livro de Seu Cormac que este resenhista lê—e uau. O plot todo mundo já conhece a essa altura do campeonato: pai e filho tentam sobreviver num mundo que quase acabou e agora só tem cinzas.* É mesmo incrível como quase _nada_ acontece. Parece que o que acontece é só a vontade de sobreviver, achar comida, fazer fogueira, ir pro sul. E no entanto—
O tom seco, duro, impiedoso, sem rodeios de que tanto eu já tinha ouvido falar é massa (ou algum outro adjetivo que denote grandeza, escolhe aí). Do livro é meio inevitável que alguns queiram fazer leitura teológica. Digamos que tem elementos pra isso, provocações, tal. Mas tipo, haja o que houver, _NÃO_LEIA_a resenha de James Wood antes de ler o livro. É sério—ela é boa, mas tá cheia de spoilers. O resenhista aqui caiu na besteira de fazer isso e quando viu já estava sabendo qual era o final do livro. Ah James Wood filadeumaputa.
3 cenas muito fodas: quando eles vêem o mar; quando eles são roubados e encontram o ladrão; as últimas 10 páginas. Ah, e tem a cena da coca-cola né—o melhor merchan da literatura.
Já lançaram por aqui, como A Estrada. Mas se puder ler em inglês, dê preferência. Tipo, vez por outra, por mais gigantesco que seja seu vocabulário, é quase certo—dado o estilo barrocamente quase biblíco de Seu Cormac—que você vai precisar recorrer a um dicionário. Mas se fizer que nem eu—que liguei o foda-se e fui em frente sem olhar dicionário (não dá tempo, não dá tempo)—ainda assim vai aproveitar um monte. Ritmo, ausência de vírgulas, algumas construções gramaticais impossíveis de serem reproduzidas em português mantendo o mesmo efeito, tudo isso deve recompensar, methinks. De todo jeito, se quiser ler em português mesmo, as primeiras vinte e poucas páginas estão aqui, em pdf.
Na entrevista que deu a Oprah, Seu Cormac disse que escreveu o livro em questão de semanas. Se isso for verdade, Seu Cormac, não tem graça sair espalhando essas coisas. É feio. Quem não consegue fazer um décimo disso se sente humilhado, chora, pensa em largar tudo, plantar tomate em Goiás. Escreve resenha em blog.
* Uma pessoa, que ainda está devendo a resenha que prometeu, disse que “descrever um livro de Cormac McCarthy em meio parágrafo é insultuoso”. E fazer isso em uma frase? É o quê? Hein, hein?
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by tiago a. in Uncategorized
Todo mundo já sabe que o The New York Times acabou com a babaquice irritante que era o Times Select e liberou geral o acesso ao conteúdo. Jason Kottke, imbuído do espírito de servir ao próximo, fez um levantamento de algumas coisinhas em que vale a pena dar uma olhada. Mesmo se você não for tão nerd assim e cague e ande para a primeira reportagem do jornal a mencionar a www (“Many companies both small and large have found that using the Internet is good business”), certamente há de haver alguma coisa que preste por lá.
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pretty much anything
by tiago a. in Uncategorized
Quem começou a estória toda foi Bruno Rabin ao se lançar à campanha Um Post Por Dia – que está indo bem, diga-se. Márcio Guilherme viu que era bom e se propôs a fazer o mesmo, ou quase: ele não prometeu posts aos sábados, domingos e feriados, mas excetuou a eventual ocorrência de, abre aspas, nerdice involuntária ou falta do que fazer.
Taí, gostei. Derivativamente me proponho a fazer algo parecido, então. A partir de hoje e até o dia em que eu disser chega, toda vez que o calendário apontar uma data que seja múltipla de 3 haverá post por aqui. Como 20 não é múltiplo de 3, esse post não vale. Mas só pra vocês não perderem a viagem de vocês, deixa eu fazer uma firula aqui.
Um dia, numa entrevista pra um podcast—não, não, podcast não, teria mais charme se fosse uma rádio pirata (ainda existem rádios piratas?)—anyway, numa entrevista a uma rádio pirata, depois da pergunta clássica (blog=literatura?), me perguntarão : Mas Tiago A., pra você, o que é ser blogueiro?
Tiago A.: Hm, quanto tempo eu tenho?
Locutor da rádio pirata: Ah, pode falar aí, capaz de só a gente estar escutando.
Tiago A.: Ah tá, então beleza. Bem, pra mim ser blogueiro é meio que estar resolvendo um conflito o tempo todo. Antes de mais nada, deixa eu dizer que não estou sendo irônico e que vou tentar continuar respondendo a sua pergunta sem recorrer a nenhum artifício engraçadinho e que eu estou falando só por mim, quero deixar claro também. Como eu dizia, pra mim, tem esse conflito em ser blogueiro. É que eu sou um sujeito que às vezes se sente angustiado pela quantidade de informação disponível hoje em dia. Releve esse “quantidade de informação disponível hoje em dia”. Não vou entrar em muitos detalhes quanto a isto, basta dizer que eu não me sinto plenamente confortável com esse monte de coisas sendo ditas e com a súbita responsabilidade que jogaram em minhas costas de ter de decidir o que é bom pra mim e o que não é. Porque, tipo, antigamente a gente relaxava mais, porque era só confiar no trabalho dos editores e na seleção que eles faziam do que valia a pena ser lido, ouvido e pronto. Quero dizer, também não tinha muita opção. Ou a opção que tinha era tão difícil, envolvia tanto esforço, que ninguém se sentia culpado por estar relaxando e entregando na mão deles. Hoje não. Hoje é esse monte de coisa aí no caos total. Veja, eu não estou reclamando, eu gosto disso também. As possibilidades, como dizem. Mas é que esse estado de coisas—com esse tanto de blogs, sites, revistas eletrônicas, vídeos, enciclopédias, discos a serem baixados, artigos etc.—exige que a pessoa tenha uma postura muito mais ativa no processo todo. E eu meio que, numa certa medida, gostava— gosto de ser preguiçoso. O ideal mesmo seria que eu não precisasse passar a quantidade de tempo que eu passo selecionando a coisa que vou dedicar minha atenção entre as muitas que poderiam me interessar ou decidindo em que ordem e por quanto tempo eu vou fazer isso. É isso que dá dor de cabeça às vezes. Ver que eu passei uma, duas horas na net e que saí com uma sensação de vazio total. Eu sei que esse é um problema meu, que sou eu que tenho que resolver. Mas tipo, vamo focar antes que eu me perca completamente. O que eu quero dizer é que diante desse tanto de coisa, disso que David Foster Wallace chamou de Barulho Total, eu, enquanto blogueiro (ah não ri não, é sério), enquanto blogueiro, eu fico meio temeroso de ao fazer um post preguiçoso estar só realimentando o círculo vicioso que vai manter mais gente se sentindo vazia depois de passar uma, duas horas na internet, eu inclusive. Quero dizer, eu sei que o ideal é não levar isso a sério, que um blog é só um blog, tal, faz o teu e pronto, mas é que eu não consigo não pensar nessas coisas. E também não consigo acreditar no blogueiro que diz não estar nem aí pra quem tá lendo o blog dele, mesmo sendo pouca gente. Nesse momento mesmo, me angustia saber que eu posso estar só tomando o tempo de quem tá ouvindo essa entrevista. É verdade que, se ele não se interessa pelas coisas que eu estou dizendo, ele pode sair daqui pra um outro lugar, mudar de rádio, se é que já não fez isso. Mas a questão é só esse medo pelo tempo que ele pode ter perdido até decidir isso, entendeu? É basicamente isso, eu sei que eu poderia ter sido mais sucinto, tal. Respondendo a sua pergunta, eu acho que pra mim ser blogueiro é estar sempre nesse conflito entre, de um lado, ter o monte de informações e querer que elas fossem todas relevantes e saber lidar melhor com elas e por causa disso querer evitar o uso do espaço que tenho apenas para alimentar o monstro do Barulho Total ainda mais e, de outro, querer fazer um post a cada 3 dias, assim, só por diversão e narcisismo.
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let my people go
by tiago a. in Uncategorized

Na casa de minha vó tinha esse disco numa fita k7 (fita k7: uau!). Toda vez que escuto eu lembro como aquele tempo era bom. Eu era criança e bonito—devia ter uns seis, sete—e apesar de não saber que era louis armstrong que tava cantando, eu achava muito massa e ficava imitando ele, minha garganta ardendo depois. Como eu gostava daquela fitinha. Tem desses discos né. Que vc ouve e lembra de quando era pequeno e ouvia, tal.
Go down Moses era a música que eu mais gostava.
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and your ma is good lookin’
by tiago a. in Uncategorized
Ano passado expressei minha desconfiança quanto aos dotes vocais de Scarlett Johansson* nos comentários a este post, mas há pouco tive uma boa surpresa no u-tube. Ela até que não canta tão mal assim, Senhoras e Senhores:
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It isn’t illegal to drive a golf cart in city traffic in Sweden, but Holmlund said it is very unusual.
by tiago a. in Uncategorized
Esqueci de linkar antes; vai agora:

“Se você não sabe como viver e acha tudo muito sem sentido, Bill Murray sabe ainda menos”, profetizara Marcelo Rota.
