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ainda não sei por que resolvi falar disso, mas

este mês vai ser difícil deixar de notar a capa da piauí nas bancas: um pôster soviético, que retrata Mao Tsé-tung apertando a mão de Stálin e segurando o livro vermelho, foi objeto de uma montagem que imprime o nome da revista sobre a capa do livro. Quando vi a tal capa pensei que pudesse se tratar de uma tentativa de repetir o efeito da de novembro, aquela, a do cartoon da New Yorker. Bem, não é. O conteúdo do tal do dossiê poder & política - com um perfil de Bruno Maranhão (!) e texto de Tariq Ali (!!) - afastou de vez a hipótese. Pra mim o recado ficou claro. piauí é esquerdinha.

Só recomendaria a revista por causa de um texto de Werner Herzog - aquele, o do tiro -, mas já que dá pra lê-lo aqui, economize a grana.

Comments

Eu achava (nunca comprei a Piauí, muito cara), pelo pouco que lia dela pela internet, que ela pretendia ser uma revista equilibrada - um pouco de comunismo aqui, um pouco de capitalismo ali, um punhado de cada religião e está feito.

Por isso, talvez, nunca dei muita bola pra Piauí. Parecia uma revista sem identidade. Talvez ela esteja achando uma identidade agora. E é a mesma de quase todo o resto.

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